Vizela prepara-se para receber milhares de visitantes
Desde 2011 que João Vaz lidera a Comissão de Festas da Cidade de Vizela. A um dia do arranque de mais uma edição das Festas da Cidade, a organização ultima os últimos preparativos para um programa que começa esta sexta-feira, dia 07, e que vai voltar a levar milhares de pessoas às ruas do concelho.
Em entrevista à Rádio Vizela, gravada no passado sábado, 01 de agosto, João Vaz admitia que os dias que antecedem as festas são vividos com particular intensidade: “Esta semana e a próxima para nós, enquanto comissão, enquanto organização do evento, dão-nos muito mais trabalho do que propriamente a semana em que a festa acontece”, explicou, sublinhando que “toda esta preparação requer muita presença no terreno, muitas horas dispensadas para que tudo esteja no lugar e para que tudo esteja pronto a acontecer no dia 07”.
Mas o trabalho da Comissão de Festas não termina quando uma edição chega ao fim. A preparação da edição seguinte começa praticamente de imediato, num processo contínuo de avaliação e melhoria. “O trabalho é constante, quer naquilo que vai acontecer este ano, quer nas coisas que a gente já vai idealizando para o próximo ano”, afirmou João Vaz, garantindo que, apesar de a programação estar praticamente fechada, “a qualquer momento pode surgir alguma coisa” para integrar as Festas da Cidade de Vizela.
A responsabilidade é grande e, para o presidente da Comissão, a ansiedade aumenta à medida que a data se aproxima. “Eu ando num estado de ansiedade há quase dois meses”, confessou, lembrando que a dimensão do evento obriga também a uma preparação cada vez mais rigorosa, sobretudo ao nível da segurança.
Nesse sentido, João Vaz destacou a importância do trabalho desenvolvido nos últimos anos com a Câmara Municipal e as entidades de Proteção Civil. “Aquilo que era as festas, nós fazíamos as festas da nossa cidade como se fizéssemos um jantar lá em casa, quase. E não é assim”, referiu, apontando para a dimensão que o evento alcança, sobretudo no dia do Cortejo Vizela dos Tempos Idos, que estima poder reunir cerca de 120 mil pessoas nas ruas.
A preparação envolve, por isso, a definição de corredores de evacuação, a organização do trânsito e a criação de um centro de operações para uma eventual situação de emergência. Um trabalho que, segundo João Vaz, veio “abrir os olhos para a realidade” e para a responsabilidade de organizar um evento desta dimensão.
Entre todos os desafios, há, contudo, um que se repete todos os anos; fazer mais com os recursos disponíveis. João Vaz agradeceu o reforço do apoio da Câmara Municipal, tanto financeiro como logístico e humano, mas admitiu que as ambições da Comissão são sempre maiores. “O desafio é querer fazer tanto com tão pouco”, afirmou. “Por nós, tínhamos outro tipo de espetáculo, tínhamos mais animação de rua. E este é para nós o verdadeiro desafio: olhar e saber que temos um orçamento limitado e querer passar o limite daquilo que o dinheiro nos deixa fazer”.
Manter a identidade das Festas da Cidade e, ao mesmo tempo, procurar inovar é outra das preocupações da organização. E, para João Vaz, há uma tradição que nunca pode faltar: o Cortejo Vizela dos Tempos Idos.
O presidente da Comissão recordou um ano em que a chuva ameaçava condicionar a saída do cortejo. Apesar do mau tempo, quando os carros começaram a percorrer as ruas, a equipa percebeu que os vizelenses estavam presentes. “Os de Vizela estavam lá”, recordou. Foi um momento que ficou na memória e que reforçou uma convicção: “A partir desse momento, o dinheiro pode não chegar para mais nada, mas para o cortejo há de chegar, nem que as festas sejam com o cortejo”.
É precisamente a presença do público que acaba por ser, para a Comissão, a melhor avaliação do trabalho desenvolvido ao longo de meses. João Vaz admite que ver as ruas cheias é “assustador”, mas também uma enorme satisfação. “É a nossa avaliação, é como se fosse o nosso teste final”, disse.
O responsável destacou ainda o crescimento do número de pessoas que acompanham o cortejo ao longo dos anos. “Há 10 anos atrás íamos até ao Fórum e depois do Fórum não tínhamos tanta gente. Agora temos pessoas, filas e filas de pessoas, até ao final, que é ali aquela rotunda da GNR”, observou, considerando que essa adesão demonstra “que o nosso trabalho está a ser reconhecido pelas pessoas, e que as pessoas gostam”.
Com as Festas da Cidade de Vizela a arrancarem já amanhã, João Vaz prefere não criar grandes expectativas. “Eu não tenho expectativas nenhumas”, assumiu. A prioridade, disse, é garantir que tudo aconteça como foi pensado e, caso surja algum imprevisto, encontrar rapidamente uma solução.
“Claro que queremos que tudo corra bem, e que as pessoas, acima de tudo, se divirtam, que se sintam bem em casa”, afirmou. Uma casa que, para João Vaz, é Vizela no seu todo: “Não só aos desta freguesia, ou nestas casas, ou nem de freguesias, onde acontece o evento, mas a todos os vizelenses que fazem parte do concelho. E também àqueles que acabam por nos visitar, que estou certo que são bem recebidos”.
The Gift, Piruka, Pluto e Abba Experience são os destaques desta edição
Está a chegar um dos momentos mais aguardados do ano para os vizelenses. Vizela entra esta sexta-feira, 07 de agosto, em ambiente de festa e, até ao dia 14, volta a receber milhares de visitantes para mais uma edição das Festas da Cidade.
Ao longo de sete dias, o centro da cidade será palco de um programa diversificado. Do cartaz fazem parte nomes como Piruka, Pluto, ABBA Experience e The Gift, sem esquecer iniciativas que já se tornaram imagem de marca das festas, como a Silent Party, o Cortejo Vizela dos Tempos Idos, as tasquinhas, as diversões e a animação na Praça da República.
A poucos dias do arranque das festividades, a 01 de agosto, a Rádio Vizela dedicou uma emissão especial do programa Especial Informação aos preparativos para aquele que é um dos maiores eventos do concelho. Em direto do Jardim Manuel Faria, passaram pelos microfones da rádio o presidente da Câmara Municipal de Vizela, Victor Hugo Salgado; o presidente da União das Freguesias de Caldas de Vizela (S. Miguel e S. João), José Armando Branco; o presidente da Associação Comercial e Industrial de Vizela (ACIV), Mário José Oliveira; o presidente da Comissão de Festas, João Vaz; e Ana Cunha, responsável pela organização do Cortejo Vizela dos Tempos Idos.
A Comissão de Festas garante um programa pensado para diferentes públicos, combinando grandes nomes da música nacional com artistas locais e animação distribuída por vários pontos da cidade.
Apesar de o cartaz principal já ter sido apresentado, João Vaz admite que ainda poderão surgir novidades. Segundo explicou, existem algumas iniciativas que ficaram por anunciar devido ao calendário da divulgação, mas garante que qualquer anúncio será apenas para "acrescentar" valor ao programa. "Se acontecer, a gente lança porque é mais um input que vamos colocar nas festas. Estamos a acrescentar, não estamos a diminuir o cartaz das festas da cidade", afirmou.
As festividades arrancam, como já vem sendo tradição nos últimos anos, com a Silent Party, marcada para a noite de 07 de agosto, na Rua da Rainha. João Vaz recorda que a iniciativa começou como uma aposta arriscada, mas rapidamente conquistou o público. "Arriscámos no primeiro ano, ganhou mais consistência no segundo e hoje, se quisermos tirar este evento das festas da cidade, as pessoas vão estranhar. Já toda a gente espera que seja este o primeiro momento de abertura das festas."
O responsável destaca ainda o ambiente familiar que caracteriza este momento, reunindo "pais, filhos e avós", e lembra que Vizela foi uma das primeiras localidades do Norte do país a apostar neste conceito.
No Palco Multiusos, a programação foi construída para abranger diferentes gerações e estilos musicais. Piruka sobe ao palco na noite de 08 de agosto, seguindo-se Pluto, ABBA Experience e The Gift, que encerram os concertos principais.
Segundo João Vaz, a preocupação foi criar um cartaz diversificado: "Tentámos fazer um cartaz o mais eclético possível, quer em género musical, quer nas faixas etárias que estamos a atingir. Temos Piruka para um público mais jovem, Pluto para quem acompanha o rock português há muitos anos, os ABBA Experience para um público mais adulto e os The Gift, que, como costumamos dizer, abrangem dos oito aos oitenta".
O presidente da Comissão de Festas recorda ainda que a escolha dos artistas é sempre condicionada pelo orçamento disponível, revelando que, ao longo dos anos, houve vários nomes desejados que não foi possível contratar por razões financeiras.
Além do palco principal, a Praça da República volta a assumir um papel de destaque na programação. O espaço acolhe concertos, atuações de DJs e projetos de artistas vizelenses, mantendo a aposta iniciada há vários anos pela organização. "Quando pegamos na Comissão de Festas achávamos que a Praça podia ter mais vida. Começámos por criar um pequeno palco para bandas locais e esse projeto foi crescendo até chegar ao que é hoje", recorda João Vaz.
Entre os destaques do Palco Praça estão os vizelenses Must Be Blue, Carolina Rocha, Pedro Costa e Ricardo Azevedo, bem como a Batalha do Vale, dedicada ao rap. A programação fica completa com atuações dos DJs Kita (residente), Miguel Teixeira, Neto, Pedro Dias, Bino, Berde B2B Foster, Gordilho, Duarte, Cell, Julinho, Jorginho, Rafa D, Sake, Desidério e Memo à Tuga, assegurando animação ao longo de todas as noites das festas.
Para João Vaz, este palco continua a cumprir um dos seus principais objetivos: "Continua a servir para dar espaço àqueles que são de cá, que têm iniciativa própria e querem lançar-se no mundo da música e do espetáculo."
A existência de dois palcos pretende também dinamizar toda a cidade, incentivando o público a circular entre os diferentes espaços das festas. "O objetivo é criar fluxo de pessoas. Quem está a assistir a um espetáculo pode subir até à Praça para ouvir outro género musical e, nesse percurso, passa pela Feira de Artesanato, pelos divertimentos e por outras iniciativas", explica.
Embora reconheça que gostaria de reforçar a animação de rua e apostar em novos formatos de espetáculo, João Vaz admite que isso depende de um maior orçamento. Ainda assim, nesta edição haverá animação itinerante assegurada pelas Hot Spring Band e pelos Vima Brass.
Além dos concertos e da Feira de Artesanato, o programa inclui animação de rua, uma recolha de sangue promovida pela Associação de Dadores Benévolos de Sangue de Vizela, no dia 12, e termina, como habitualmente, com o Cortejo Vizela dos Tempos Idos e a sessão de fogo de artifício, na noite de 14 de agosto.






