S. Paio homenageou Pa. Cândido pelos 25 anos de sacerdócio

Este domingo, 11 de janeiro, a Câmara Municipal de Vizela e a Junta de Freguesia de S. Paio promoveram uma cerimónia de homenagem ao Padre Cândido Magalhães, assinalando os 25 anos de sacerdócio e os 19 anos de dedicação à Paróquia de S. Paio.

O presidente da Junta de Freguesia de S. Paio, António Ferreira, destacou o percurso e a proximidade do sacerdote à população: “Enquanto representante da freguesia e em nome de toda a comunidade, agradeço ao Sr. Padre Cândido por estes 19 anos à frente desta paróquia. Sei que às vezes nem tudo é fácil, nem tudo é como nós queremos, mas eu penso que esta homenagem vai ser uma aproximação entre os paroquianos e o Sr. Padre e o Sr. Padre e os paroquianos. Todos juntos vamos fazer uma comunidade maior e melhor”.

Em representação da Mesa da Assembleia Municipal de Vizela, o 1º secretário, Mário Oliveira, sublinhou o caráter abrangente do trabalho desenvolvido pelo homenageado: “Estamos a prestar uma homenagem a uma pessoa que, com certeza, é carismático nesta freguesia; digo carismático nesta freguesia porque, hoje, o Sr. Padre Cândido já não é só da vossa freguesia. Digo isto porque tenho acompanhado, de perto, o trabalho que tem desenvolvido no concelho de Vizela. Hoje ele tem uma cruz muito pesada às costas; é toda a gratidão, todo o merecimento, tudo aquilo que lhe possa ser feito, porque nunca será demais, uma vez que ele está à frente de outras paróquias e, além disso, tem o S. Bento, tem a parte social de Vizela. (…) É com esta homenagem que hoje aqui se presta, que tenho a certeza que lhe vai dar ânimo para continuar esta grande obra que o concelho de Vizela bem precisa”.

Acrescentou ainda: “Nós precisamos de ter pessoas dignas à frente das nossas coletividades, à frente das nossas paróquias. Com certeza que, todos unidos e cada vez mais, nós temos que lhe dar este ânimo para ele continuar a lutar no seu dia-a-dia, para ele criar forças, porque ele bem precisa e porque o trabalho é árduo e não é fácil, às vezes, completarmos aquilo que nós mais queremos, que é o servir. Neste caso concreto, o Padre Cândido Magalhães está de alma e coração para servir o Concelho de Vizela, não só os sampaienses, mas também os de Vizela e de Infias”.

O presidente da Câmara Municipal de Vizela, Victor Hugo Salgado, classificou o momento como histórico, realçando a dimensão simbólica da homenagem, materializada numa obra estruturante para a freguesa. “Este, para mim, é um momento relevante. E o dia de hoje é relevante porque conseguiu agregar três momentos distintos num dia de início de ano de 2026. Em primeira instância, aquilo que são efetivamente as Festas em Honra de S. Gonçalo, nesta freguesia. Em segundo, a homenagem dos 25 anos de sacerdócio e 19, nesta freguesia, do Padre Cândido. E por muito, e não menos importante, corporizar esta homenagem na maior obra [Largo de S. Gonçalo] que foi feita nesta freguesia desde o 25 de abril, e que vai marcar este espaço para sempre com a presença do Sr. Padre Cândido. Estes três factos, a união destes três factos, faz com que, na realidade, este seja um dia histórico para esta freguesia”.

O autarca lembrou ainda o percurso missionário do sacerdote e a sua ação contínua em várias paróquias do concelho, bem como o papel ativo no desenvolvimento local: “É difícil para mim falar do Sr. Padre Cândido, porque necessariamente quanto maior é a nossa proximidade das pessoas, maior é a nossa dificuldade de falarmos sobre as mesmas. Porque considero-me, não só o Presidente da Câmara, onde o Sr. Padre tem um papel importante e relevante em Vizela, mas sobretudo porque tenho uma amizade pessoal com ele. Contudo, abstraindo-me dessa amizade, gostava de deixar algumas características que são muito relevantes da pessoa que hoje homenageamos. Em primeiro lugar, pela dimensão humana e pastoral que detém. Em segundo lugar, pelo papel socio-criativo que desenvolveu ao longo da sua vida. E, em terceiro lugar, a capacidade que ele tem, enquanto pároco, de abrir, de criar condições para que a Igreja Católica, num momento difícil, em que o afastamento daqueles que fazem parte da mesma é cada vez maior, ele inverter esse mesmo paradigma. (…) Estamos a falar de uma pessoa, estamos a falar de um pároco que olha para aquilo que é a Igreja de forma distinta; não fosse ele uma pessoa que iniciou a sua vida enquanto missionário na Colômbia, onde esteve vários anos da sua vida (…) depois, quando chega e quando se apresenta aqui em S. Paio e em Gémeos, e onde vai ao longo da sua vida até à presente data, aumentando a sua responsabilidade, seja no S. Bento, enquanto reitor, ou então em Infias e em S. Miguel, tudo isto leva a que nós tenhamos de ter um olhar atento sobre aquilo que é a sua ação. Uma ação de abertura à sociedade civil, mas também uma abertura que é consolidada em dados concretos e objetivos. E está sempre ao lado do desenvolvimento (adro de S. Paio, adro da Igreja de Infias, Capela de Santa Ana, adro da Igreja de S. Miguel, Capela Mortuária, em S. Paio). Está ao lado do desenvolvimento nas obras que vão vindo a ser feitas e criando condições para esta aproximação, para a aproximação dos católicos à Igreja Católica. Mas não apenas e só nestes momentos que está ao lado do desenvolvimento e cria laços de aproximação. Isto é, sobretudo, uma forma de estar e uma forma de ser”.

Victor Hugo Salgado ainda acrescentou: “Daí que é com enorme satisfação que, enquanto Presidente da Câmara, mas também como amigo do Sr. Padre Cândido, juntamente com a freguesia e esta comunidade, criámos condições para homenagear aquilo que são 25 anos de sacerdócio, 25 anos de história, de uma pessoa que já é uma referência nesta freguesia e neste concelho, mas acredito que, por tudo o que tem feito e por tudo aquilo que ainda irá fazer, será uma pessoa que ficará para a história do concelho de Vizela”.

O Padre Cândido Magalhães agradeceu a homenagem, sublinhando o sentido de missão e serviço que orienta: “Muitíssimo obrigado. É um prazer muito grande, muito enriquecedor, e muito reconfortante, poder partilhar os espaços com gente tão boa e maravilhosa, com gente que, todos os dias, me faz chegar, esse alento, esse fervor, essa alegria, esse entusiasmo e essa esperança. Não teria sentido eu caminhar sozinho; se eu me vi sacerdote, não foi para viver de forma egoísta o meu sacerdócio; se me vi sacerdócio, foi pensando naqueles que o sr. algum dia iria colocar sob a minha responsabilidade. (…) “Procurando realmente tornar-me um sacerdote que, na verdade, marcasse pela diferença, e aqui estou; com certeza que não sou do agrado de todos, como já disse tantas vezes, não serei o melhor sacerdote, acredito que não, mas assim como vós, vou na luta, todos os dias”.

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