Vizela cantou os Reis de casa cheia
Vizela voltou a celebrar a tradição de Cantar os Reis, no passado sábado, 10 de janeiro, com a realização do XXXIV Festival de Reis de Vizela. A iniciativa, organizada pela Casa do Povo de Vizela, em parceria com a Câmara Municipal de Vizela, reuniu vários grupos do concelho e registou uma forte adesão do público, com a sala cheia “do início ao fim”.
No final do Festival, o presidente da Casa do Povo Vizela fez um balanço claramente positivo. Júlio César Ferreira sublinhou a satisfação por ver o público presente até ao último grupo, algo que, segundo referiu, nem sempre aconteceu em edições anteriores. “O balanço é positivo. Terminar e ver que terminou com a sala cheia é, para mim, uma grande satisfação. Em duas ou três sessões anteriores, os últimos grupos cantaram sem ninguém, o que é muito mau para quem está em palco, Felizmente, desta vez foi diferente”, afirmou.
O presidente destacou ainda dinâmica imposta aos grupos participantes, que contribuiu para o sucesso do festival. “Houve uma dinâmica diferente; quase que impus, e peço-lhes perdão, que não falassem quase nada. Rapidamente e em força, como se dizia antigamente. (…) Os grupos atuaram muitíssimo bem, com músicas bonitas. Foi exatamente aquilo que eu esperava. Estou satisfeito”, acrescentou.
Também o vice-presidente da Câmara Municipal de Vizela enalteceu a importância do evento e o papel da Casa do Povo na preservação desta tradição. “Para a Câmara Municipal de Vizela é sempre uma honra associar-se, uma vez mais, à Casa do Povo de Vizela para a realização deste festival. É já a 34ª edição e é a Casa do Povo que se deve quer o sucesso, quer a longevidade desta iniciativa”, referiu Arnaldo Sousa.
O autarca salientou ainda o simbolismo do Festival de Reis para a identidade local. “Tivemos oito grupos da nossa terra, que mantêm vivas estas tradições. Celebrar os Reis é celebrar a nossa identidade, a alma do nosso povo. É um momento de encontro entre o passado e o presente; é um momento de festa onde nós podemos demonstrar as nossas tradições e as pessoas que estão aqui, demonstram que estão aqui, para receber esta demonstração dos nossos grupos”.






