Palestra de Literacia Financeira na E.B Caldas de Vizela

Decorreu hoje, dia 12 de janeiro, na Escola Básica de Caldas de Vizela uma palestra sobre Literacia Financeira no âmbito do Parlamento de Jovens. Iniciativa teve como oradora Irene Costa, deputada vizelense na Assembleia da República Portuguesa e foi destinada aos alunos do 3º ciclo.

A Rádio Vizela esteve à conversa com Irene Costa que começou por explicar os temas abordados nesta palestra:

“Em primeiro, agradecer a presença da Rádio Vizela e o contributo também que dão à população pelo facto de poderem transmitir e dar estas informações ao nosso vasto auditório da Rádio Vizela. O Parlamento de Jovens é uma questão que vai acontecendo já há alguns anos e que de facto traz aqui uma aproximação da Assembleia da República, e dos procedimentos da Assembleia da República aos alunos, fomentando-lhes aqui a curiosidade de perceber os meandros do funcionamento das atividades parlamentares no sentido também de acicatarem e despertar neles aquilo que é a sua responsabilidade cívica de cidadãos informados e que queiram ser participativos nas questões políticas, que é cada vez mais importante. Nós vivemos num mundo em que os jovens têm muito conhecimento sobre todas as matérias, têm acesso a muita informação e essa informação, se não for orientada num sentido positivo, pode-lhes trazer coisas menos boas, menos agradáveis para as suas vidas futuras e, portanto, este facto de o Parlamento dos Jovens poder trazer aqui no local isto que é o envolvimento cívico, as questões parlamentares e o envolvimento dos alunos na vida pública, acho que é fundamental no desenvolvimento de uma cidadania saudável.”

A deputada mencionou ainda a grande importância de os alunos aprenderem a gerir o seu dinheiro deste cedo:

“É muito importante porque os miúdos cada vez mais cedo começam a ter a sua mesada. No tempo em que eu era adolescente isso nem se colocava que os nossos pais garantiam que nada nos faltava e, portanto, nós nem tínhamos muito acesso ao dinheiro. Agora as coisas não são bem assim, eles cada vez mais cedo começam a ter acesso a dinheiro, começam a ter acesso a bens que eles próprios adquirem através das redes sociais, é tudo muito mais fácil, está tudo à distância de um clique. A vida foi evoluindo, nós estamos na era digital e, portanto, temos que saber acompanhar esta mudança, saber acompanhar estes tempos e dotá-los destas ferramentas é cada vez mais importante e criar neles esta noção da importância de ter um orçamento e a importância de poupar é fundamental. A regra que eu costumo usar dos 50-30-20, que também pode ser 50-40-10 ou outra divisão que entendam fazer, é muito importante para fazê-los perceber de que há uma parte em que é para gastar, há uma parte em que nós devemos satisfazer aquilo que são os nossos desejos, as nossas coisas mais supérfluas, que também é importante para manter a nossa felicidade, e depois haver sempre uma pequena parte que fica para a poupança, para ir acumulando, para ir crescendo e para ter também o hábito e o gosto de ver o dinheiro crescer e de poupar e de nos dar a tranquilidade de saber que temos ali alguma coisa de lado, ou que eles têm e que podem usar numa coisa mais extravagante que um dia queiram fazer, uma viagem, um presente, uma coisa que eles entendam que é importante para eles e poder ter esse dinheiro de lado. Começar cada vez mais cedo é fundamental, porque os miúdos de agora sabem muitas coisas, muitas vezes sabem mais do que os pais, têm acesso a muitas coisas, a informação está à distância de um clique e nunca é por demais começar mais cedo do que deixar as coisas a andar e depois já ser tarde demais.”

Irene Costa terminou por referir a relevância em implementar aulas de literacia financeira nas escolas:

“Eu acho que era fundamental, porque todos nós quando estávamos na escola, não aprendemos nada sobre literacia financeira. Eu tenho uma filha que começou agora, iniciou agora a atividade profissional, depois do percurso de trabalho, e há determinados conceitos e procedimentos legais e formais relativos à vida do dia a dia, como abrir uma conta no banco, o juros, o crédito, ou abrir uma prestação de serviços nas finanças, e a verdade é que elas não sabem nada e nós temos que estar a explicar tudo, quando se houvesse já essa preparação preliminar nas escolas, onde elas já tinham uma noção, com certeza que já estariam muito mais bem preparadas para iniciar a sua vida profissional já com base nesses fundamentos e nesses dados que são tão importantes para o desenvolvimento de uma vida financeira, feliz, e que nos traga, acima de tudo, liberdade, que é isso que o dinheiro nos traz, que nos pode trazer, é de facto a liberdade e a felicidade.”

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