Músical “Isto (Não) é Heathers” este sábado no Auditório
O Auditório Municipal de Vizela recebe este sábado, 23 de maio, pelas 21H30, o musical “Isto (Não) é Heathers”, uma adaptação futurista do conhecido espetáculo “Heathers”, pensada para um elenco jovem e com uma abordagem atual. “Mais do que um espetáculo, este projeto é um verdadeiro ato de amor à cultura e à expressão artística”.
Em palco estarão crianças “extraordinariamente talentosas, que dão vida a uma história atual e profundamente relevante – uma reflexão sobre a influência do mundo digital na vida das novas gerações”. Estas crianças e jovens dão vida a uma narrativa ambientada no ano de 2050, onde as relações humanas são influenciadas pelas redes sociais e pelo excesso de informação.
O professor de teatro responsável pelo projeto, Ricardo Vieira, explica que “este próximo musical é uma adaptação infantil, porque o original é para um público mais jovem/adulto”. “Criámos uma narrativa como se estivéssemos em 20250 e como as redes sociais, este excesso de informação, pode impactar a vida das nossas crianças”, acrescentou.
Sem relevar muitos detalhes, o responsável acabou por levantar o véu sobre esta história: “A peça retrata uma escola em que os alunos vivem somente do digital, já não sabem muito bem comunicar. Temos também personagens que ainda estão ligadas ao passado e outras que já estão completamente noutra frequência. É o confronto entre memórias antigas e uma realidade onde isso praticamente desapareceu”. Ricardo Vieira sublinhou ainda que, este projeto, resulta de um “intenso trabalho” conjunto entre professor e alunos.
A entrada para o espetáculo tem um custo de cinco euros, valor que, segundo o professor, é essencial para garantir a continuidade “de mais produções”. “Já toda a gente sabe que é difícil, e isto permite-nos continuar a desenvolver arte e cultura com estes jovens”.
Num apelo à população, Ricardo Vieira destaca a importância de assistir ao musical e refere que “toda a gente deveria ver”. “Está muito dinâmico, é um texto intemporal e necessário, até urgente. São crianças extremamente talentosas e é importante também para os jovens perceberam que nem sempre o caminho é o digital e que a sala ainda prevalece muito mais do que um emoji”.







