ASAE desmantela unidade clandestina de enchimento de GPL

A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) desmantelou uma unidade clandestina de enchimento de garrafas de gás de petróleo liquefeito (GPL), no âmbito da operação “GÁS PERIGOSO”, desenvolvida através das Brigadas de Intervenção Criminal e de Práticas Fraudulentas da Unidade Regional do Norte, com intervenção da Unidade Operacional do Porto.

Segundo a ASAE, a investigação, que decorreu ao longo de vários meses, permitiu identificar “a existência de um circuito paralelo de enchimento de botijas de gás, em instalações não licenciadas e sem observância de normas técnicas e de segurança associadas ao manuseamento de gases de petróleo liquefeitos”.

No local, foi detetado um sistema completo de enchimento ilegal de recipientes de várias marcas, que eram posteriormente introduzidos no circuito comercial como se tivessem sido abastecidos pelos operadores legais. A autoridade sublinha que esta prática “potenciava o risco para os consumidores e para a integridade e rastreabilidade do circuito”.

A operação resultou na instauração de um processo-crime e na apreensão de diverso material, incluindo recipientes de GPL, equipamento de enchimento, cerca de 4.000 lacres e etiquetas oficiais alegadamente desviados do circuito legal, um depósito com cerca de 27 mil litros de GPL e um veículo com cisterna. Foram ainda apreendidas 128 munições de calibre 12 (zagalote).

De acordo com a ASAE, estão em causa suspeitas da prática de crimes como burla, recetação, contrafação e detenção de arma proibida, além de ilícitos associados ao exercício ilegal da atividade de enchimento de GPL e a possíveis violações do Código Penal relativas a incêndios e explosões. O processo foi comunicado ao DIAP da Comarca de Guimarães.

A autoridade destaca ainda que a atividade ilícita decorria numa zona densamente habitada, situação que, refere, “potenciava riscos de ocorrência de acidentes com consequências catastróficas”.

 

Caso apontado para o concelho de Vizela

O Jornal de Notícias avança que esta unidade operava em Vizela, numa zona residencial, sublinhando que a instalação estaria “escondida entre moradias, o que, desde logo, implicava o risco elevado de acidentes catastróficos”.

A Rádio Vizela já contactou a ASAE e aguarda esclarecimentos.

 

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