Uma cidade que reconhece, apoia e nunca esquece

Francisca Silva

2026-05-14


Vizela celebrou recentemente os 149 anos da Real Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Vizela, uma instituição que, ano após ano, continua a ser motivo de orgulho para todo o concelho.

Há uns dias, aqui na redação, falávamos precisamente da sessão solene realizada no sábado passado. E eu dizia, com convicção, que os Bombeiros Voluntários de Vizela são verdadeiramente “um mundo”. Há algo que salta à vista e que não engana: o orgulho com que cada soldado da paz veste a farda, a forma quase natural com que assumem uma missão que vai muito para além do serviço. É entrega, sacrifício, vida.

Num dos diretos realizados pela Rádio Vizela durante estas comemorações, o presidente da Real Associação, José Pires, deixou palavras que me ficaram: “Ser bombeiro é um compromisso com a própria vida” e, ainda, “eles dão muito mais por nós do que aquilo que nós lhes conseguimos dar”. E, de facto, há frases que não precisam de ser explicadas, não é? Frases simples, mas carregadas de verdade, que acabam por dizer tudo aquilo que tantas vezes sentimos, mas não conseguimos pôr em palavras.

É impossível não reconhecer o carinho que Vizela lhes devolve. Um carinho silencioso, mas constante, que se sente nas ruas, nas palavras e no respeito com que a população olha para esta associação. E, neste espírito de comunidade e de pertença, olhamos já para a Neon Walk, agendada para este sábado, dia 16 de maio, mais um momento em que a cidade se junta e se ilumina.

Mudando o foco, mas mantendo o olhar atento sobre o que move Vizela, entramos na reta final da época desportiva 2025/2026. Ainda que o futebol não seja a minha área de jornalismo, como adepta da modalidade, é impossível ficar indiferente ao que o desporto representa para esta terra.

O FC Vizela entrou na penúltima jornada ainda a sonhar com a promoção, embora sem depender apenas de si. O desfecho acabou por ditar o afastamento da luta pelo play-off de acesso à I Liga. É um momento difícil, naturalmente, mas também daqueles que obrigam à reflexão: perceber o que correu menos bem, reajustar e preparar o futuro com ambição. Porque o futebol, como a vida, também se faz de recomeços. E acredito que os vizelenses continuarão a estar lá. Sempre. Porque esta é uma terra que sabe apoiar: nos bons e nos maus momentos. Uma terra de festa, sim, mas também de fidelidade. E, quem sabe, no próximo ano, não se volte a sonhar mais alto e a escrever uma história diferente.

Termino com uma palavra de parabéns ao CCD de Santa Eulália pelo regresso ao Pró-Nacional da AF Braga. Depois de três temporadas na Divisão de Honra, o clube regressa à principal divisão distrital bracarense, fruto de um percurso consistente e merecido. É também isto o futebol: persistência, trabalho e paixão.