Agostinho Guimarães quer abrir CTDV a mais vizelenses

Pesca e caça e tiro são atualmente as modalidades fortes do clube, quase a completar 74 anos

O Clube Turístico e Desportivo de Vizela completa 74 anos de existência em julho próximo. É das associações vizelenses mais antigas, atualmente com 325 sócios, com atividade no tiro, caça e pesca. Agostinho Guimarães foi eleito para mais um mandato, até 2028.

Agostinho Guimarães é presidente reeleito no Clube Turísticos e Desportivo de Vizela (CTDV), continuando a assumir a coletividade agora para o triénio 2026 – 2028.

Este aumentar do tempo de mandato é uma das novidades, com o dirigente a destacar esta necessidade: “Não só eu, mas como o restante de Direcção, entendemos que deveríamos fazer um esforço, digamos, dar mais um bocadinho à nossa coletividade, que merece, e dois anos não seriam o tempo necessário”.

É praticamente o novo elenco que transita, ainda reforçado, sobretudo ao nível da secção de caça, como destaca: “É uma direção mais completa, porque tivemos necessidade, na secção de tiro, reforçar e mesmo na secção de caça, mas todos. Aliás, toda a gente ficou, à uma exceção de um senhor diretor, pois pesa um bocadinho a sua idade e acaba por não estar tão ativo, mas que nós contamos na mesma com ele, como contamos com os sócios, mas esta direção mantém-se integralmente reforçada”.

A continuidade do trabalho é o propósito definido para o mandato, há dois anos foram traçados objetivos, que agora querem ver continuados: “Definimos em termos diretivos que iríamos tentar três objetivos, que seria, digamos, a legalização, digamos que seria a estabilidade e, digamos, também seria a sustentabilidade da própria associação. É isso que estamos a traçar. A primeira parte da legalização foi conseguida. E é nesse propósito que iremos continuar a trabalhar afincadamente, para continuarmos o que nos propusemos”, afirma.

A atividade do CTDV reparte-se sobretudo em três vertentes, por esta altura, o tiro, a caça e a pesca, todas têm contado com melhorias e até com a resolução de problemas que condicionavam a sua prática, a maioria das questões está resolvida, mas há ainda muito trabalho a fazer.

A legalização do Campo de Tiro do clube, na encosta do Monte de S. Bento foi o primeiro grande desafio, o mais difícil, pelo que implicava.

“Estamos a falar de um desporto que requer muita responsabilidade. Falamos de armas e, em termos legais, são polícias que estão metidas e foi um arrojo de nossa parte tomar este assunto em mãos. Quando nos apercebemos da situação, eu próprio procurei, junto de pessoas que percebiam e que sabiam exatamente o risco que nós corríamos e tomámos uma posição de encerrar o campo de tiro. Não foi nada fácil, porque eu carreguei nos meus ombros, digamos, o fardo de ser o coveiro do Clube Turístico e Desportivo de Vizela e, a partir daí, tirou-me um bocadinho o sono. Mas demos todos os passos necessários, hoje temos os campos legalizá-los e já temos competição de tiro”.

Recentemente o clube voltou a fazer parte do calendário da Federação Portuguesa de Tiro com Armas de Caça, com a organização de uma Contagem Regional com a presença de 72 armas. “Saliente-se que há 22 anos que não se fazia qualquer tipo de prova em Vizela, passando por essa fase que esteve praticamente o clube sem tiro oficial”, recorda.

O clube integra também os 14 municípios que fazem parte do Interclubes Norte, onde estão todos os municípios onde as provas de tiro são uma referência. Continuar com a realização de provas é o grande objetivo: “Esperámos no próximo ano, ter uma nova contagem do regional, que tenhamos também prova do circuito do Interclubes, porque há capacidade com dois campos de tiro e em vez de ser feito em dois dias, conseguimos fazer num dia e estamos a falar já de 140 atiradores, será muito bom”, destaca Agostinho Guimarães.

 

Pesca e caça são a par do tiro as outras vertentes fortes do clube

Em 2025 o CTDV recebeu a Concessão de pesca de Vizela, dando assim seguimentos à vontade de um grupo de associados. “Foi um dos primeiros desafios que eu disse que sim. Para além de fazer a concessão de pesca, nós estamos a trabalhar num pleno, de braço dado com o município e com todos que nos rodeiam. Temos de preservar e denunciar qualquer ataque que exista da poluição ou de desrespeito pela própria natureza, quer seja na caça ou quer seja na pesca”, destaca.

De um ano de atividade, o Clube Turístico e Desportivo de Vizela fez um encaixe de 114 euros com as jornadas que foram vendidas.

O clube continua a gerir a Reserva de Caça Municipal, num trabalho continuo, mas difícil:

“Estamos a trabalhar e as coisas estão a desenvolver-se. Não se avizinham grandes dias de jornadas cinegéticas, porque, como toda a gente sabe, Vizela está a crescer, há mais casas.  Temos tido muitas visitas, inclusive, de caçadores nossos vizinhos aqui do nosso concelho. Temos sócios de Vizela, como temos de Lousada, Felgueiras, Vila Verde, Guimarães, entre outros”. A caça faz-se, dentro daquelas possibilidades que nós limitamos, temos mesmo de acolher com respeito, pois a leia é para cumprir. Não depende de nós que as pessoas tenham um bocadinho de cuidado e penso que dentro do possível, enquanto possível, vamos tentar gerir essa situação”, destaca Agostinho Guimarães.

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