Há histórias que nos fazem parar e olhar
Francisca Silva
2026-05-28O calor começa finalmente a chegar, os dias já estão mais longos e até já se sente uma energia diferente nas ruas. O verão está mesmo aí à porta e, com ele, chegam também iniciativas que acabam por dar ainda mais vida à nossa cidade.
Basta passar pelo centro de Vizela para perceber isso. A Vizela Romana, que decorre entre 5 e 7 de junho, já começa a ganhar forma e a trazer aquele ambiente especial que, ano após ano, junta famílias, amigos e visitantes.
Mas há mais iniciativas que já fazem parte da “mobília” de Vizela, e o Grande Prémio da AIREV é uma delas. Trata-se de uma tradição que junta milhares de pessoas em torno de uma causa maior. Uns correm, outros caminham, há quem participe de bicicleta e há também quem apareça apenas para apoiar. Mas, no fundo, todos seguem na mesma direção: a da solidariedade.
A edição deste ano realiza-se a 21 de junho e assume um significado ainda mais forte. Sob o tema “O amor é a chave”, o Grande Prémio surge numa altura decisiva para a nova Casa da AIREV, um projeto que está prestes a abrir portas e que permitirá apoiar mais 90 pessoas. Saber que uma cidade inteira se mobiliza para ajudar a concretizar este passo diz muito sobre aquilo que Vizela também é.
Vivemos tempos em que, muitas vezes, nos habituamos à pressa, ao individualismo e às preocupações do dia a dia. Por isso, iniciativas como esta lembram-nos da importância de parar e olhar para o outro; de perceber que pequenas ações, quando feitas em conjunto, podem mudar vidas.
Há também algo de muito importante numa cidade inteira sair à rua para celebrar a inclusão. A corrida adaptada e inclusiva, apontada pela organização como “um dos momentos mais emocionantes do evento”, representa muito mais do que desporto. Representa igualdade, aceitação e dignidade. Representa pessoas que, todos os dias, lutam para serem vistas, respeitadas e incluídas.
E talvez seja precisamente essa a maior força do Grande Prémio da AIREV ao longo destes 15 anos: a capacidade de unir gerações, famílias e amigos em torno de valores que nunca deviam sair de “moda”.
Continua a ser reconfortante perceber que ainda existem causas capazes de juntar tanta gente em nome do bem comum.





