Victor Hugo Salgado reage às críticas do BE

O presidente da Câmara Municipal de Vizela, Victor Hugo Salgado, recusou comentar diretamente os dois comunicados recentemente divulgados pelo Núcleo de Vizela do Bloco de Esquerda, relativos à intervenção urbanística na Rua da Vinha e à presença do executivo municipal na inauguração do posto de combustível na freguesia de S. Paio.

Em declarações à Rádio Vizela, o autarca limitou-se a referir que a autarquia demonstrou disponibilidade para esclarecer as questões levantadas pelo partido, através da realização de uma reunião de trabalho, convite que, segundo afirmou, não foi aceite pelos bloquistas. “Não vou fazer qualquer tipo de comentário. Vou deixar apenas uma nota que me parece muito relevante: o Bloco de Esquerda colocou essas questões e, depois de as ter colocado por e-mail, a Câmara Municipal de Vizela disponibilizou-se para agendar uma reunião de trabalho onde iria explicar todas essas questões ao Bloco de Esquerda”, afirmou.

Victor Hugo Salgado acrescentou que o partido terá recusado essa possibilidade, optando apenas por solicitar o envio de documentação. “O Bloco de Esquerda disse que não estava disponível para reunir com a Câmara Municipal de Vizela e queria apenas que fossem remetidos os documentos”, referiu.

“Fica ao critério de qualquer vizelense avaliar a decisão de fazer comunicados, a decisão de colocar questões à Câmara Municipal de Vizela e depois, demonstrando a Câmara Municipal de Vizela abertura para fazer uma reunião para esclarecer esta força política, esta força política não ter disponibilidade para o efeito”, acrescentou.

Recorde-se que, nos últimos dias, o Bloco de Esquerda criticou a intervenção realizada na Rua da Vinha, junto à Igreja de São Miguel, classificando-a como um “atentado urbanístico e ambiental”, devido ao abate de árvores e à requalificação do espaço envolvente. O partido questionou ainda a presença institucional do executivo municipal na inauguração do posto de combustível em S. Paio, considerando que a autarquia demonstra falta de compromisso com políticas de mobilidade sustentável e de transição energética.

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