Teatro dos Sonhos vence Prémio AHRESP
O Teatro dos Sonhos, pastelaria inclusiva criada pela AIREV, foi distinguido com o Prémio AHRESP 2025 na categoria de Responsabilidade Social. Os vencedores da 10.ª edição dos prémios foram anunciados esta sexta-feira, 19 de junho, durante uma gala realizada no Casino do Estoril.
O projeto integrava a lista dos 50 finalistas da edição deste ano, que registou um recorde de 365 candidaturas, o número mais elevado de sempre, segundo a Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP).
Ao receber o galardão, a diretora-geral da AIREV, Sara Costa, destacou o significado humano da distinção, sublinhando que o prémio representa muito mais do que o reconhecimento de um projeto. “Este prémio não fala de números, não fala de projetos, não fala de estratégias. Este prémio fala de pessoas, fala de vidas, de sonhos”, afirmou.
No seu discurso, Sara Costa partilhou a história de Rita, uma utente da AIREV, que sonhava trabalhar, conquistar independência financeira e ser reconhecida pelas suas capacidades. Segundo a responsável, foi esse sonho que esteve na origem do Teatro dos Sonhos. “O problema não era da Rita. O problema nunca foi da Rita. O problema são as barreiras que a sociedade continua a colocar à frente das pessoas com deficiência”, declarou.
A diretora explicou que o sonho individual acabou por mobilizar famílias, profissionais e a comunidade, dando origem a uma pastelaria inclusiva que promove a integração profissional de pessoas com deficiência. “Foi assim que nasceu o Teatro dos Sonhos. Uma pastelaria inclusiva que dá palco a quem tantas vezes ficou nos bastidores da vida. Um projeto que acredita que cada pessoa merece a oportunidade de mostrar aquilo que vale. Que transforma talento em oportunidades”, referiu.
Sara Costa aproveitou ainda a ocasião para defender uma sociedade mais inclusiva, considerando que o acesso ao emprego é um fator determinante para a autonomia, autoestima e dignidade das pessoas. “Porque o talento não tem deficiência. Os sonhos não têm deficiência. E a inclusão não é caridade. A inclusão é amor, é justiça e é dignidade”, concluiu.







