SFV prepara renovação das suas instalações

Projeto prevê auditório, museu e novas salas de ensino

A Sociedade Filarmónica Vizelense (SFV) está a assinalar o seu 144.º aniversário e, na sua sessão solene, apresentou o projeto de requalificação e ampliação das instalações da Academia de Música e da sede.

A proposta prevê uma profunda remodelação do edifício cedido pela Câmara Municipal de Vizela, em 2012, com o objetivo de responder ao crescimento da instituição e melhorar as condições oferecidas a alunos, professores, músicos e dirigentes.

O projeto foi apresentado por José Pires, engenheiro e presidente da Real Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Vizela, responsável pela sua conceção. Segundo explicou, a intervenção resulta de vários anos de trabalho, reuniões e consultas à direção, conselho pedagógico, ao maestro e a músicos da instituição.

“Este projeto não se fez numa semana nem num mês. Houve aqui anos de elaboração, pesquisas e muitas reuniões para perceber as exigências e necessidades de quem vive diariamente esta casa”, afirmou.

José Pires recordou que o edifício foi originalmente concebido para funcionar como escola primária e que o crescimento da Sociedade Filarmónica Vizelense tornou evidentes as limitações do espaço. “Esse crescimento gera a necessidade de outras condições que devem ser acompanhadas para que haja uma continuidade de motivação de quem os frequenta, nomeadamente professores, alunos e músicos”, referiu.

Entre os principais objetivos do projeto destacam-se a valorização do património histórico da instituição, a melhoria da funcionalidade dos espaços, a criação de melhores condições acústicas e técnicas e a reorganização das diferentes áreas de atividade.

A intervenção contempla a criação de uma entrada principal mais digna e funcional, um átrio de receção e exposição, novas salas de aula, uma sala de professores ampliada, espaços administrativos reorganizados, um salão nobre, um auditório com capacidade para cerca de 144 lugares sentados, além de uma biblioteca e de um museu destinados à preservação e divulgação da grande história da coletividade.

No exterior, o plano prevê ainda a reorganização dos acessos e do estacionamento, aumentando o número de lugares disponíveis e criando uma zona de paragem rápida para deixar e recolher alunos.

“O objetivo é criar um equilíbrio. Um equilíbrio para que as pessoas se sintam bem, tenham os seus espaços devidamente estruturados e, com certeza, para quem aqui vive, para quem aqui está, para quem aqui permanece e para quem aqui venha, possa sentir que isto, de facto, é um espaço de cultura, um espaço de música”, sublinhou José Pires.

 

“Uma academia mais moderna e mais funcional”

O presidente da Sociedade Filarmónica Vizelense, José Armando Branco, destacou a importância estratégica da intervenção para o futuro da academia e da própria associação. “Neste mandato propomos avançar com a avaliação da nossa Academia de Música, criando melhores condições para os nossos alunos, professores e famílias. Queremos uma Academia mais moderna, mais funcional e mais preparada para formar as nossas gerações de músicos”, afirmou.

José Armando Branco lembrou ainda que a Academia de Música “é o coração do futuro da Sociedade Filarmónica Vizelense”. “É ali que nascem os primeiros sonhos e os primeiros passos de muitos jovens que amanhã poderão integrar a nossa banda, continuando esta história centenária”, salientou.

 

“Uma das instituições que representa uma das maiores âncoras da cultura e da história do concelho”

Também presente, o presidente da Câmara Municipal de Vizela, Victor Hugo Salgado, garantiu o apoio da autarquia à concretização deste projeto.

O autarca recordou o trabalho desenvolvido em parceria com a SFV ao longo dos últimos anos, quer ao nível da formação, quer no apoio à atividade regular e à aquisição de instrumentos musicais. “Chegou a altura de olharmos para aquilo que é importante e essencial, numa altura em que se verifica o grande crescimento desta instituição, e darmos o passo da reformulação deste grande edifício”, afirmou.

Victor Hugo Salgado destacou ainda o potencial do imóvel, considerando tratar-se de um espaço com localização privilegiada, construção sólida e capacidade de expansão futura.

“Colocámo-nos ao lado da Sociedade Filarmónica Vizelense para que este projeto tenha pernas para andar, financiado aquilo que é uma das instituições que, sem dúvida, representa uma das maiores âncoras da cultura e da história do concelho de Vizela”, garantiu.

O presidente da Câmara manifestou ainda o desejo de que as obras possam estar concluídas a tempo das comemorações dos 145 anos: “Espero que, nos 145 anos, que será uma data redonda de comemorações, possamos estar todos aqui não só a comemorar mais um aniversário, mas sobretudo, a inaugurar as grandes obras desta instituição”, concluiu.

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