Pavilhão de Santa Eulália está a ser requalificado
A empreitada ficará concluída em meados de 2021 e custará cerca de 70 mil euros à Junta de Freguesia.
Foi no decorrer desta semana que começou a intervenção, num espaço que se encontrava “abandonado há cerca de 15 anos ou mais”. “Estava aqui um mamarracho, não dava para nada”, refere Manuel Pedrosa.
A obra arrancou com a retirada de algumas chapas e na próxima semana terá início a colocação de uma cobertura que está em falta nas traseiras do edifício. Janelas, portas, os balneários e a colocação de um piso novo, porque o atual está degradado, serão algumas das melhorias a serem efetuadas, numa intervenção que se prolongará até meados de 2021, segundo o presidente da Junta de Freguesia de Santa Eulália.
Terminada esta obra, o pavilhão desportivo servirá para apoiar as atividades das escolas da freguesia, mas não só: “Para fazer torneios de futebol de equipas do concelho ou de fora, além disso poderá servir também para a realização de outros eventos do concelho”. Segundo Manuel Pedrosa, o pavilhão vai ter ainda um bar de apoio, que servirá para obter alguma receita para a Junta de Freguesia: “O bar irá funcionar nos dias das atividades. Ficará no local uma pessoa responsável pelo pavilhão que irá, de certa forma, explorar esse bar e será uma forma de angariar dinheiro para a manutenção do próprio pavilhão”.
A requalificação do pavilhão custará cerca de 70 mil euros à Junta de Freguesia e, Manuel Pedrosa, acredita que a intervenção terá o apoio da Câmara Municipal de Vizela (CMV).
Recorde-se que o pavilhão de Santa Eulália estava cedido ao CCD e, no ano passado, em reunião de Câmara e da Assembleia Municipal de Vizela foi aprovada, por maioria, uma proposta de atribuição de apoio financeiro à Junta de Freguesia de Santa Eulália. Em causa estava um apoio de 70 mil euros de compensação ao CCD para entregar àquela autarquia o pavilhão desportivo, construído pelo clube, em terreno cedido verbalmente, a título gratuito, em 1978, pela Junta de Freguesia ao CCD de Santa Eulália. Lia-se na proposta que o CCD tem realizado desde então “benfeitorias [no pavilhão] a expensas próprias” e que para entregar a parcela de terreno cedida pela Junta pede uma compensação financeira no valor de 70 mil euros.
Este foi um assunto que se arrastou há vários anos e, mesmo no ano passado, dividiu opiniões. O Partido Socialista absteve-se, quer em reunião de Câmara quer na Assembleia Municipal. Já Fátima Andrade, vereadora da Coligação PSD/CDS-PP foi contra a proposta na reunião do Executivo Municipal. “Não posso compactuar com situações que considero ilegais”. “Ninguém poderia fazer a cedência de forma verbal, como diz nos documentos, é uma ilegalidade”, afirmou a vereadora na ocasião que entendia também que o CCD não deveria exigir 70 mil euros de compensações, atendendo a que nunca pagou qualquer quantia pela cedência do terreno. O assunto acabaria encerrado, em julho de 2019, com a assinatura do protocolo - entre a CMV e a Junta de Santa Eulália - que previa a atribuição de 70 mil euros à freguesia para pagamento da compensação ao CCD pelas benfeitorias realizadas. “Chegámos a acordo com o CCD (…) e conseguimos resolver tudo a bem para não andarmos com problemas”, rematou Manuel Pedrosa.





