Alunos da Secundária de Vizela subiram ao palco do Auditório

Alunos da Escola Secundária de Vizela levaram “Auto do Futuro que nos Coube” ao Auditório Municipal

No âmbito da Feira do Livro de Vizela, a decorrer na Praça do Município até esta quinta-feira, 07 de maio, realizou-se esta terça-feira, 05 de maio, a apresentação da peça ‘Auto do Futuro que nos Coube’, interpretada por alunos da Escola Secundária de Vizela, perante um auditório bem composto.

A diretora do Agrupamento de Escolas de Caldas de Vizela, Fátima Cepeda, destacou o empenho coletivo que esteve na base do espetáculo. “É fruto de muito trabalho. São muitas horas que eles passam em cima de um palco com professores que os acompanham. Neste caso, tivemos um professor também em cena, mas tiveram por detrás da dramatização, três docentes: uma que escreveu, outra que dramatizou e outra que deu apoio. Há sempre um trabalho de equipa por detrás de uma apresentação como esta”, afirmou.

A professora sublinhou ainda que o projeto “é um trabalho de cultura e de educação”. “É um tributo à cultura e à educação. É o que nos caracteriza e é o que vamos continuar a fazer, com certeza”, referiu.

Sobre o impacto de levar os estudantes a palco, Fátima Cepeda considerou tratar-se de uma experiência enriquecedora, apesar do nervosismo natural dos alunos. “É uma responsabilidade, sobretudo para os alunos que estão em cima do palco. Eles estavam nervosos antes de subir ao palco, apesar de já ser a segunda vez que o faze, com esta peça. Seja como for, os nervos também fazem parte do nosso quotidiano; e eu creio que eles estiveram muito bem”, explicou.

A diretora acredita ainda que experiências deste género contribuem para preparar os jovens para desafios futuros; “é isto que lhes dá mundo, é isto que lhes dá bagagem”. “Vai permitir comunicar melhor com o exterior e com a sociedade. E isso é o nosso principal objetivo: prepará-los para o futuro e deixar a sementinha de que gostem de poesia, de literatura, de ler e de escrever. Isso é fundamental”, acrescentou.

Fátima Cepeda deixou ainda em aberto a possibilidade de novas apresentações, envolvendo alunos de outros ciclos de ensino. “Temos uma [peça] do segundo e terceiro ciclo, que também pretendemos apresentar. Também é uma peça teatral, musical. Vamos aguardar para, provavelmente, fazê-lo aqui [Auditório Municipal Francisco Ferreira] também”, revelou.

Já a vereadora da Câmara Municipal de Vizela, Agostinha Freitas, elogiou o trabalho desenvolvido pelos alunos e professores, considerando-o um exemplo da dinâmica cultural e educativa do concelho. “Este trabalho do Agrupamento de Caldas de Vizela realmente foi notável. É um convite que nasceu da participação na Feira do Livro, para mostrar que o livro é muito mais do que apenas abrir um livro”, afirmou.

Para a autarca, o espetáculo demonstrou a versatilidade da literatura e das artes performativas. “O que nos mostraram aqui é que o livro pode ser tudo: pode ser interpretação, dança, ironia e sátira. E acho que os alunos, ao presentear-nos com este espetáculo, mostraram exatamente tudo isso. E foi fantástico. Foi uma verdadeira lição de cidadania”, destacou.

Agostinha Freitas sublinhou ainda a importância de abrir a escola à comunidade, levando projetos para fora do espaço escolar. “Costumo dizer que a escola faz coisas maravilhosas, mas que, muitas vezes, ficam dentro dos próprios muros. O facto de vir para o auditório da Câmara Municipal de Vizela é exatamente isso: mostrar tudo aquilo que se faz dentro da escola, para não ficar apenas para a escola, mas para que toda a comunidade possa desfrutar e ver as coisas maravilhosas que, quer os professores, quer os alunos, quer os professores bibliotecárias… tivemos aqui toda a gente envolvida num espetáculo que eles próprios criaram e dinamizaram”, salientou.

A vereadora valorizou igualmente o conteúdo crítico da peça, especialmente pela participação ativa dos jovens em temas de cidadania e análise social. “A juventude representou uma peça que passou muito pela sátira política e pela análise da própria política e da sociedade portuguesa neste momento. Isso é essencial, porque vale por muitas aulas de cidadania e por muitos currículos que se possa ensinar. São lições que eles levam para a vida e são coisas que eles próprios fizeram. Isso faz-nos pensar sobre aquilo que disseram aqui em cima do palco e, de certeza que, nunca se vão esquecer, e isso é fundamental”, concluiu.

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