Paulo Félix: "Qualquer incêndio que nasça, já é grande"

Foi uma noite muito difícil no que toca aos incêndios que assolam o país, uma situação complicada e já comparada aos fogos de 2017 em Pedrógão Grande pelo presidente da Liga de Bombeiros.

Até agora quatro mortos, mais de 40 feridos, alguns graves, casas, viaturas e empresas destruídas um pouco por todo o país. O IPMA antecipou um agravamento do risco de incêndio até amanhã. Governo prolongou situação de alerta até às 23h59 de quinta-feira.

Por Vizela, ontem registou-se uma ocorrência na Paradela, em S. João, que ficou resolvida ao início da noite. Depois disso, os Bombeiros de Vizela regressaram ao exterior para apoiar Fafe, Cabeceiras de Basto e Guimarães.

Esta manhã Paulo Félix, Comandante dos Bombeiros vizelenses fazia o ponto de situação, depois de uma noite complicada em Fafe. “Tem havido muitas ocorrências, os meios são escassos não conseguimos estar em todo o lado. Associados a isso, o cansaço de horas e de dias o que acaba por dificultar a resposta”, disse.

À Rádio Vizela, Paulo Félix destacou as habitações em perigo, num cenário que “não era expectável nestas dimensões, apesar dos alertas das autoridades”. “Todo o cuidado é pouco e qualquer incêndio, por estes dias, nasce grande”, diz o comandante, que volta a alertar a população em relação a todas as medidas de prevenção em vigor, entre elas, não se aproximarem de zonas florestais.

Esta manhã os Bombeiros Voluntários de Vizela encontravam-se em Souto Santa Maria, Guimarães, com uma viatura e dois operacionais, em Fafe com dois veículos e seis elementos e em Cabeceiras de Basto com dois veículos e seis soldados da paz.

Até agora, pelo menos quatro pessoas morreram e duas outras ficaram feridas com gravidade. Há mais de 20 habitações e outras estruturas destruídas. As zonas críticas são o norte e o centro do país.

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