António Bastos trouxe novo livro à Feira do livro de Vizela
Vizelense apresentou o livro “Andebol Ecológico”
António Bastos apresentou no último sábado, no âmbito da Feira do Livro de Vizela, mais um livro da sua autoria, desta vez denominado “Andebol Ecológico”, isto já depois de ter editado o desenvolvimento pelo jogo.
Recorde-se que o vizelense é licenciado em Educação Física e detentor do nível Master Coach de Andebol, modalidade que é a sua grande paixão. Antigo treinador de equipas jovens de andebol em Vizela, Guimarães, Fermentões, Felgueiras e Idães.
Uma apresentação realizada no Auditório Municipal Francisco Ferreira, acompanhada pela Rádio Vizela, que ouviu o autor, que explicou a denominação desta publicação, “Andebol Ecológico”: “Chamei-lhe ecológico porque a sugestão de um treino diferente daquele que é tradicional assenta nas teorias ecológicas, ou seja, assenta muito na importância que tem na relação do indivíduo com o contexto e a aprendizagem que decorre dessas experiências no contexto”.
Na apresentação, o escritor abordou as várias vertentes do treino, neste caso no andebol, treino tradicional, o treino cognitivo e o treino ecológico. “O treino ecológico traz várias vantagens em relação ao treino cognitivo. Uma das situações que é apontada como pouco funcional no treino cognitivo, que é os treinos tradicionais, é o hábito de pura repetição de gestos. O gesto fica de tal modo mecanizado que não tem adaptabilidade às circunstâncias do momento. O treino ecológico traz essa adaptabilidade, por exemplo. Além disso, o prazer com que as aprendizagens são conseguidas. O treino ecológico aponta para a motivação intrínseca, que é o prazer da própria atividade, enquanto o treino cognitivo aponta mais para um exercício com vista ao rendimento que vai atingir posteriormente. Por exemplo, só para explicar melhor, quando a criança no recreio está a brincar, não está a brincar para aprender nada, mas está a aprender. Mas está a divertir-se, está a brincar porque quer. Ninguém o obriga a brincar. Passa por aqui. E depois o desgaste energético é muito inferior no modelo ecológico, porque apela mais a um trabalho do inconsciente, que é aquilo que o nosso cérebro está habituado a fazer.
E, portanto, não tem o esforço energético que tem quando estamos conscientes da atividade que queremos realizar”, explicou.
Estas sugestões, coincidem com conhecimentos recentes oriundos da Neurociência e da Psicologia Ecológica, e foram experimentadas no terreno, pelo próprio autor do livro.







