Paula Costa é exemplo de longevidade no desporto feminino
Eulalense tem 43 anos, começou no andebol no CCD, já jogou futebol e atualmente é atleta de futsal no Nespereira
A eulalense Paula Costa é um exemplo de longevidade na prática desportiva. Com 43 anos de idade, confessa que “enquanto puder vai continuar a jogar e a competir”, o que para si “é quase tão normal e importante, como respirar”. Começou no andebol, teve uma incursão pelo futebol feminino, mas é no futsal onde passou mais anos e onde se mantém até aos dias de hoje.
E a vida de Paula Costa assenta muito no desporto, que pratica desde os 14 anos, quando começou a jogar andebol no CCD de Santa Eulália, mantendo-se na equipa até que esta se extinguiu. Não quis parar e o futsal, foi a próxima paragem, fazendo parte da primeira equipa Feminina do Desportivo Jorge Antunes na temporada 1998/99, clube onde voltou depois mais tarde na sua carreira. “O desporto para mim é quase o coração a bater. Adoro fazer desporto, adoro futsal, por isso mesmo que a idade que tenho ainda estou cá”, destaca.
E foram mesmo muitos clubes por onde passou, mais anos a jogar futsal, no Desportivo Jorge Antunes e Maria da Fonte, onde passou em ambos meia dúzia de temporadas. Também Sande, Doniense, Porto D’Ave, CD Aves, Vieira Futsal, Airão e Tebosa, sendo que no ACRD Nespereira vai na terceira temporada. Já no futebol, representou o Polvoreira. “Nunca deixei de jogar, sempre procurei clubes, também tive uma experiência de futebol que foi muito boa também, mas depois voltei para o futsal. Sempre gostei de jogar, pela competição, a adrenalina, o desporto sempre foi uma parte muito importante da sua vida, sempre me acompanhou durante toda a vida”, destaca.
Paula Costa faz questão de destacar que nunca procurou resultados ou títulos, joga pelo gosto de jogar, numa carreira de muitos anos só possível com o apoio da família: “Se estou ainda a jogar com os 43 anos é porque tenho o apoio de toda a minha família, e como eu digo, as pessoas se realmente gostam de nós como somos, têm que nos apoiar no que gostamos”.
É uma das atletas com mais idade a jogar o Interdistrital da AF de Braga, quando chega o final de cada época vai afirmando que é mais uma, e assim tem sido, uma atrás de outra. Diz que irá continuar enquanto sentir que é útil à equipa, em princípio no Nespereira onde encontrou “uma segunda família”.








