Padre natural de Lousada expulso do sacerdócio

A arquidiocese de Braga anunciou a expulsão do estado clerical de Albino Fernando Tristão Meireles, antigo sacerdote natural de S. João de Covas, Lousada, na sequência da conclusão do processo penal canónico relacionado com abusos sexuais de menores.

Em comunicado, divulgado esta terça-feira, 26 de maio, a decisão definitiva foi decretada a 21 de abril de 2026 após a conclusão do respetivo processo interno da Igreja Católica. Corresponde à pena máxima prevista no direito canónico, conhecida como demissão do estado clerical, implicando a perda permanente do estatuto de sacerdote. Segundo o esclarecimento divulgado pela Arquidiocese de Braga, o processo incidiu sobre crimes contra o sexto mandamento, cometidos contra menores e pessoas vulneráveis, tendo a decisão sido tomada após análise das provas recolhidas e da condenação outrora já aplicada pela justiça civil.

O ex-padre, que exerceu funções em paróquias de Guimarães, nomeadamente Serzedelo e Calvos, assim como Terras do Bouro, já se encontrava suspenso, ficando assim, desde 2023, impedido de realizar missas e exercer qualquer tipo de função religiosa.

Albino Meireles foi condenado em tribunal civil a dois anos e dez meses de prisão, com pena suspensa, por abuso sexual de três menores.

No comunicado tornado público esta segunda-feira, a Arquidiocese reconhece "a gravidade dos actos em causa" e "a profunda dor provocada às vítimas, às suas famílias, às comunidades cristãs e a todos os que legitimamente esperam da Igreja um testemunho coerente, seguro e responsável", a instituição religiosa reafirma ainda que permanece empenhada em assegurar "ambientes seguros, especialmente para menores e pessoas vulneráveis", assumindo deveres de "vigilância, formação e responsabilização".

A Arquidiocese acrescenta que não prestará mais declarações sobre o assunto “por respeito pelas vítimas e pela gravidade da matéria”.

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