Nova Acrópole Vizela apresenta conferência esta sexta-feira

A Casa da Cultura Joaquim da Costa Chicória recebe esta sexta-feira, dia 30 de janeiro, às 19h30, a conferência “Concentração e despertar interior segundo o budismo tibetano”, organizada pela Nova Acrópole de Vizela e com o apoio da Câmara Municipal de Vizela.

Esta é uma iniciativa dedicada “à reflexão, ao autoconhecimento e ao desenvolvimento interior, inspirada nos ensinamentos do budismo tibetano, promovendo o equilíbrio e o bem-estar pessoal”, segundo a publicação feita nas redes sociais do Município de Vizela.

Solange Macedo, responsável da Nova Acrópole de Vizela, explicou em que consiste esta conferência: “Nós, como Escola de Filosofia, trabalhamos várias áreas nomeadamente estas situações no que se refere à psico-humana, e então o objetivo desta conferência, no fundo, é trazer-nos um pouco estes estados de consciência no nosso quotidiano para que nós consigamos viver melhor, mais harmoniosos ou então estar mais atentos a situações que, por vezes, passam-nos um pouco ao lado e, no fundo, é bom nós estarmos atentos a isso. Então vai-se decorrer nesse sentido, porque nós estamos com muitos estímulos externos e temos uma dificuldade imensa em concentrarmo-nos. Então isto permite para que, em qualquer idade, acaba por estar direcionada para qualquer idade, conseguirmos encontrar práticas que são muito simples, por vezes. Estas práticas ajudam-nos nestes estados de concentração e de maior atenção e de vigilância no nosso dia-a-dia que, com estas práticas, também consegue-se depois ir acrescendo nestes estados de vigilância e de concentração. Vai haver uma vertente teórica como contextualização, obviamente e depois referimos práticas que são adotadas no mundo oriental e que o mundo ocidental também já está perfeitamente com esse conhecimento, mas é uma abordagem muito prática, sim.”

A responsável sublinhou ainda a importância desta iniciativa nos dias de hoje. “Infelizmente, hoje em dia, a filosofia é encarada um pouco só como algo que ficamos no mundo das ideias ou no mundo mais só da reflexão. No entanto, para nós e para as escolas clássicas, a filosofia não era esta parte somente intelectual, mas sim uma parte com uma vertente muito ativa no mundo. Não só no nosso mundo individual, como também no nosso mundo com o outro, com a sociedade e com um contributo para tornarmos o mundo melhor e com mais valor de humanos e com dignidade humana, respeito. Então nós tentámos trabalhar um pouco isso, quer em nós mesmos, quando estamos nestas escolas, como também como forma de educar e de perceber que a filosofia é muito mais do que aquilo que atualmente as pessoas muitas vezes têm como conceito. Porque a filosofia, no fundo, acaba por nos ajudar a viver e a conviver com os outros de uma forma melhor e de uma forma mais harmoniosa e mais tranquila porque muitas vezes nós nem sabemos como é que conseguimos alcançar esses estados, porque não temos, digamos, alguém que nos ajude nesse caminho. É um caminho que temos que percorrer e que temos que ir aprendendo e praticando, no fundo só com a prática é que nós conseguimos alcançar esses estados que o ser humano tem dentro dele e que não consegue trazer cá para fora. E é despertar um pouco aquilo de melhor que nós temos dentro de nós.”

Por fim, Solange Macedo, deixou o convite à comunidade, referindo as razões pelas quais considera importante a participação neste evento. “Nós tentámos de alguma forma trazer estas conferências para que as pessoas comecem a abrir conhecimentos e a abrir espaços interiores em que há temas que nos ajudam muito nesta arte de saber viver, que é muito difícil, e na construção de valores internos que depois permitem-nos ser mais corajosos, sermos mais fortes quando nós estamos nas provas da vida e para que nós as consigamos superar. Por isso, todas as nossas conferências trazem sempre uma vertente muito humana, muito profunda e que é neste trabalho e neste caminho interior que depois de alguma forma nós conseguimos exteriorizar e percebemos que há resultados e que há um caminho que se vai construindo. Estas conferências que nós fazemos são sempre abertas ao público, a entrada é livre, normalmente nós pedimos inscrição por uma questão logística, mas tentámos sempre ir de encontro àquilo que é humanizar o ser humano, digamos assim.”

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