Marco Silva destaca-se no Mundial de Obedience
O vimaranense Marco Silva foi o melhor português em competição no Campeonato do Mundo de Obedience 2026, que decorreu entre 24 e 28 de junho, no Olympia Stadium, em Helsingborg, na Suécia. Ao lado da cadela Mind The Dog Mignolo, alcançou o 63.º lugar da classificação geral, com 234,250 pontos, liderando a prestação da comitiva portuguesa numa competição que reuniu alguns dos melhores binómios do mundo.
A Obedience é uma disciplina desportiva e educativa que promove a cooperação entre cão e treinador, avaliando a execução de exercícios como condução ao lado do treinador, posições à distância, saltos, recuperação de objetos e outras provas que testam a precisão, motivação e estabilidade emocional do binómio.
Neste Campeonato participaram ainda os minhotos José Ricardo Macedo, da Póvoa de Lanhoso, que terminou em 109.º lugar, Francisco Van Dijk, de Braga, em 110.º, e Paulo Alves, de Guimarães, em 115.º.
Além da participação individual, a seleção portuguesa marcou presença na principal competição mundial da modalidade com os quatro atletas, regressando à competição por equipas cerca de uma década depois. Portugal terminou no 16.º lugar da classificação coletiva, com 559,75 pontos.
O Campeonato do Mundo de Obedience reúne anualmente atletas de cerca de duas dezenas de países. Cada nação pode inscrever até seis binómios (cão e condutor), mas o acesso depende de critérios de qualificação definidos por cada federação. "É um Campeonato do Mundo, onde competem equipas de todo o mundo. O Japão participa todos os anos e, no total, estamos a falar de cerca de 20 países. Cada país pode levar até seis atletas, sendo que, em Portugal, a qualificação resulta das provas nacionais e do ranking da Classe 3", explicou Marco Silva.
A presença portuguesa resultou dos resultados alcançados pelos quatro atletas na Classe 3, o escalão mais elevado da modalidade, sendo que este ano apenas quatro concorrentes reuniram os exigentes critérios de qualificação para representar Portugal.
A competição arrancou com os treinos oficiais e a inspeção veterinária dos cães, seguindo-se três semifinais antes da final, disputada no domingo. Apesar de ter sido o português mais bem classificado, Marco Silva admite que a ambição é sempre maior. "A verdade é que cada um de nós queria sempre mais e melhor. Sendo eu tricampeão nacional, sinto sempre uma responsabilidade acrescida. (...) É bom ser o melhor português dos últimos 15 anos, mas queremos sempre mais", afirmou.
O treinador destaca ainda a importância do regresso de Portugal à competição por equipas: "Portugal já não conseguia levar uma equipa ao Mundial desde 2015. Este ano conseguimos reunir quatro binómios e um Team Leader. Acho que, no geral, correu tudo muito bem", sublinhou.
Marco Silva salienta ainda que os resultados alcançados são fruto de um "trabalho constante, que requer muito critério". "É um trabalho diário. Muitas vezes treinamos duas ou três vezes por dia. A maior parte das pessoas começa a trabalhar os cães quando têm apenas dois meses. Chegar a um Mundial exige muita paciência, dedicação e critério", referiu.
"Vizela é-nos muito querida"
Atualmente com a academia em Abação, na fronteira entre Guimarães e Vizela, junto a São Bento, Marco Silva mantém uma ligação especial ao concelho vizelense, onde durante vários anos foi responsável por uma academia de treino canino. "Vizela é-nos muito querida. Tivemos aí uma escola de treino durante vários anos e trabalhou muito bem. Mais tarde, mudámo-nos para Abação, onde encontrámos o espaço ideal, mas continuamos muito ligados à cidade de Vizela", concluiu.








