Jorge Couto:“Apesar das dificuldades não baixámos os braços"
Treinador não deverá continuar no FC Tagilde, que se prepara para enfrentar processo eleitoral
A época do FC Tagilde foi marcada por dificuldades, que persistiram praticamente até final e mesmo após a mudança técnica. Recorde-se que o clube acabou em 11º lugar, com 26 pontos somados e muitas derrotas pesadas, que foram baixando a moral de jogadores e adeptos.
A época arrancou com Sérgio Nuno ao leme, mas o treinador acabou por sucumbir aos maus resultados, assim como pelo desgaste, provocado como frisou pela falta de compromisso de alguns jogadores. Seguiu-se o treinador vimaranense Jorge Couto, que chegou no início de março, mas enfrentou os mesmos problemas, ou seja, limitações ao nível das opções para o plantel.
O treinador faz o balanço ao seu trabalho no clube, destacando que houve objetivos que foram alcançados: “No geral conseguimos, porque o mais difícil quando chegámos cá foi despertar os nossos jogadores, foi trabalhá-los emocionalmente, pois estavam abatidos, foi lutar contra algumas ausências de compromisso, é verdade, não podemos esconder isso. Depois tivemos lesões, dos jogadores importantes na equipa, tivemos expulsões que nos limitaram agora na reta final do campeonato, de jogadores também muito importantes para a equipa. Todos têm a sua importância, uns mais que outros, têm a importância máxima, porque só assim é que nós conseguimos em termos de grupo estar disponíveis, estar atentos e trabalhar bem com toda a gente, nunca é que só com meia dúzia, isto é um trabalho de grupo, é um jogo de grupo, não é um jogo individual”.
Não esconde o trabalho que teve de colocar em prática, para a cada semana motivar o grupo: "Tivemos de lutar com muitas coisas, tivemos de pôr-nos a interpretar outras metodologias de jogo, outras crenças, muitas vezes andámos lá muito perto, outras vezes nem tanto, outras vezes não tivemos sorte, é verdade. No geral, ficou um sabor amargo pelas derrotas, por não termos aquela pontinha de sorte em alguns jogos, dado as exibições que fizemos. Os nossos adversários sabem isso, ganharam-nos porque tiveram de trabalhar muito, porque tiveram de lutar muito, porque o Tagilde nunca baixou os braços, porque foi sempre à luta, e isto foi a mensagem que fui passando ao longo do campeonato”.
Destaca que gostava de ter pegado na equipa mais cedo: “Gostava muito de ter pegado nesta equipa de início, acho que as coisas iriam ser de outra forma. Vejo agora um Tagilde muito mais forte, com a equipa a trabalhar muito, mesmo limitada, mesmo com pouca gente no banco para ter soluções”.
O treinador não deverá continuar no projeto, até porque o clube tem eleições no dia 30, prevalecendo essas dúvidas para o futuro: “O nosso compromisso com o Tagilde era até ao final da época, o clube vai entrar em eleições, e por isso também não houve da parte da direção atual assumir um compromisso, e muito bem, é para a próxima época. Temos de respeitar, fizemos o máximo que sabemos, e que pudemos, com as pedras que tínhamos, estamos orgulhosos deste caminho, isto foi justamente transmitido pela direção, estão contentes, e eu ainda mais. Fico orgulhoso de ouvir as pessoas, o Tagilde foi uma casa que nos deu muito, aprendi muito, aprendi a respeitar este enorme clube, merece mais”, destacou.








