JFA selou novo marco histórico na presença de António Costa
Empresa contou com o primeiro-Ministro, na inauguração de nova unidade de acabamentos.
O primeiro-Ministro esteve esta manhã, na Têxteis J.F. Almeida, em Conde S. Martinho, para inaugurar a nova Unidade de Acabamentos que representou um investimento da empresa na ordem de 15 milhões de euros, e a criação de mais cerca de 50 postos de trabalho.
A receber António Costa encontravam-se os autarcas de Vizela, Guimarães e da Póvoa de Lanhoso, mas também alguns professores em protesto nas imediações da indústria de têxteis-lar, embora sem grande repercussão.
“Uma fábrica de futuro, com a segurança que os trabalhadores merecem, a inovação e a qualidade que os clientes procuram”, Joaquim Almeida
A nova Unidade de Acabamentos permitiu à JF Almeida diversificar a sua área de negócio, aliando aos já tradicionais felpos, a produção de roupa de cama. O futuro da empresa, com sede em Moreira de Cónegos e distribuída agora por cinco polos, está garantido, afirmou o seu fundador Joaquim Almeida. “Orgulha-nos do passado, investimos no presente, com determinação e com o apoio de todos confiamos e acreditamos no futuro. Somos e seremos um projeto de futuro, uma fábrica de futuro, com a segurança que os trabalhadores merecem, a inovação e a qualidade que os clientes procuram, a sustentabilidade que o planeta impõe. O Rui, o Miguel, o João e a Juliana [filhos], serão os protagonistas de uma história que faz da JFAlmeida o lar dos têxteis-lar”, referiu o CEO da empresa.
“Momento inspirador e sinal de confiança”, António Costa
Do lado de António Costa, ouvimos o Primeiro-Ministro salientar a importância desta inauguração, bem como o significado da indústria têxtil para a balança comercial portuguesa. “A abertura desta nova unidade de acabamentos da JFAlmeida é um momento inspirador e um sinal de confiança importante para um setor industrial que é dos mais relevantes na economia portuguesa”, disse o primeiro-ministro. O setor têxtil representa 22% das empresas da indústria transformadora, 23% do emprego na indústria transformadora e representou, em 2022, cerca de 7 mil milhões de euros em volume de negócios. “é uma indústria, hoje, fortemente exportadora [e a JFAlmeida exporta 95%] e essa capacidade de competitividade assenta num forte investimento na inovação e na capacidade de adaptação em contextos que são, muitas vezes, desafiantes”, referiu ainda o governante.
Os desafios são de vária ordem, porque o contexto tem sido de dificuldade e tende a agravar-se, embora António Costa tenha confiança na desenvoltura e capacidade da indústria têxtil se adaptar às circunstâncias, apostando na inovação e desenvolvimento de produtos que respondem às necessidades de um mercado em constante mutação: “Tivemos uma pandemia, logo a seguir uma guerra, na sequência uma rutura grande nas cadeias de abastecimento que deram um contributo muito grande para a subida dos custos das matérias primas. Um segundo momento, fruto da guerra na Ucrânia, uma crise energética que fez subir muito o custo da energia à escala global. Estes fenómenos implicaram inflação, esta levou uma resposta muito dura do Governo Central Europeu com a subida das taxas de juro muito agreste. A nova guerra que rebentou a semana passada só vem agravar, naturalmente, este contexto global”.
Victor Hugo Salgado, presidente da Câmara Municipal de Vizela, fez questão de estar presente, até porque dois dos administradores da JF Almeida residem na cidade termal, o Rui e o João Almeida, bem como vários operários desta indústria que emprega mais de 700 pessoas. Numa altura em que a crise afeta empresas e famílias, há que estar ao lado de quem tem a coragem de investir e criar mais emprego. “Estas crises são cíclicas, com maior ou menor agravamento, esta é uma crise completamente atípica porque se sente em duas formas muito significativas e ao mesmo tempo. Por um lado, tem-se vindo a sentir nas empresas face a todo o contexto nacional e internacional, e agora passa-se a sentir também nas famílias”. E isso, disse o presidente da Câmara de Vizela, “é que é preocupante”. “Foram poucas as vezes em que tivemos crise no agregado familiar e a crise nas empresas. “Quando a sentimos nos dois lados, devemos estar preocupados. Se temos dificuldades nas empresas que originam dispensas de funcionários, se o rendimento da família também está em crise face à subida exponencial dos juros, a vida de cada família quase se torna inviável, face às condições económicas existentes”, referiu o autarca. Já Domingos Bragança, presidente da Câmara Municipal de Guimarães, referiu que a JFAlmeida integra a agenda da Fábrica do Futuro. “é uma têxtil de base tecnológica e de criatividade, porque aqui há muita, e aderiu ao pacto climático de Guimarães e nós envolvemos todas as nossas empresas para os grandes objetivos da integração do conhecimento e uma base, assunto que tenho abordado com os industriais, em que podemos ter nestas unidades aumentos de produtividade por causa da integração da inovação nos materiais”, afirmou o autarca de Guimarães.








