Eventos culturais suspensos pelo menos até ao Natal
SIC poderá estar em setembro em Vizela com a emissão de um programa.
é sabido que o setor cultural é um dos que mais tem sofrido as consequências da pandemia Covid-19. No país há já iniciativas que estão a decorrer, cumprindo, por exemplo, regras de distanciamento para evitar o contágio, mas em Vizela a Câmara Municipal não pretende promover nenhum evento, pelo menos até ao Natal. O presidente da Câmara Municipal de Vizela (CMV) descarta a possibilidade de a autarquia promover qualquer evento nos próximos tempos. “Atendendo às condicionantes que envolvem os eventos da CMV, seria muito difícil criarmos condições para que esses mesmos eventos cumprissem um conjunto de regras de segurança”, afirmou Victor Hugo Salgado.
O presidente da autarquia vizelense abre exceção para os programas de estações televisivas, como aquele realizado em julho, no Parque das Termas, da RTP1, “ou então daquilo que poderá acontecer durante o mês de setembro, que é a SIC fazer um programa em tudo similar ao que tem vindo a fazer em vários concelhos”. “Nós temos abertura para isso, iremos criar condições para isso, com todas as regras de segurança, até porque estamos a dinamizar o concelho, mas aqueles grandes eventos que a CMV promoveu e que irá promover num futuro próximo, nós até ao final do ano iremos suspender em absoluto”, referiu o edil vizelense.
Segundo Victor Hugo Salgado, se os números da pandemia Covid-19 assim o permitirem, apenas no Natal haverá atividade cultural: “O nosso objetivo é criar todas as condições para que sejam salvaguardados os pressupostos fundamentais no sentido de caminharmos para a salvaguarda da saúde pública e depois, analisando e monitorizando a evolução daquilo que são as condicionantes em que vivemos, tentar criar condições para que apenas e só no Natal se volte, de certa forma, com as devidas adaptações, a criar um momento lúdico e cultural no concelho de Vizela. Fora isso, o nosso objetivo será fazer questões meramente pontuais e sem qualquer tipo de expressão quando comparado com aquilo que fizemos ao longo dos últimos anos”.
Victor Hugo Salgado justifica a posição da autarquia com o facto de os eventos até agora promovidos pela CMV arrastarem muita gente: “Temos que ter assente que cada evento que a CMV faz - e tem feito ao longo dos últimos anos -, há uma mobilização tão expressiva, tão significativa, que poderia pôr em causa a saúde pública dos vizelenses e é algo que nós não queremos”.
Foto: Concerto de Mário Laginha e Camané, em 2019, por altura do Festival da Francesinha e do Fado, realizado em setembro.






