CMV vai avançar com contratação de assistentes operacionais

O assunto foi abordado na reunião do Executivo Municipal de Vizela.

Na sessão, realizada esta manhã, foi aprovada por maioria a proposta de sétima modificação aos Documentos Previsionais de 2018. Tal como aconteceu em sessões passadas, em que o vereador do PS, Horácio Vale, criticou as constantes modificações ao Orçamento de 2018, também nesta reunião Fátima Andrade, vereadora da coligação PSD/CDS-PP, lamentou mais uma modificação ao documento o que na sua perspetiva leva a pensar que o Orçamento “foi feito em cima do joelho”, disse no decorrer da sessão. Uma das razões que levam a esta modificação aos Documentos Previsionais de 2018 tem a ver com a intenção do Município de Vizela em querer contratar, até dezembro, em regime de tarefa e avença. Fátima Andrade, que se absteve na hora da votação, referiu, em declarações à Rádio Vizela, que “desde o início se apercebeu que o senhor presidente [Victor Hugo Salgado] teria dito que a Câmara teria pessoal a mais, que não estão bem distribuídos”. Por esta razão, para a vereadora “não é preciso contratar ninguém”, basta que as pessoas que estejam a mais num serviço sejam integradas onde estão a fazer falta, “onde são necessárias”, o que no seu entendimento “daria uma credibilidade muito maior à ação do Executivo”.

Os vereadores do PS também se abstiveram na votação desta proposta. No final da reunião, Dora Gaspar mostrou-se “surpresa” com esta intenção do Executivo, liderado por Victor Hugo Salgado. “é uma incongruência. A nossa postura é de lamentar que o presidente de Câmara insista em atacar o PS e o passado quando no presente faz exatamente o oposto daquilo que diz e vai muito para além daquilo que o PS fez”. A vereadora sublinha que o PS sempre defendeu “que havia carência de recursos humanos na Câmara Municipal de Vizela (CMV), nomeadamente na área da Educação e das Obras Municipais”. Por essa razão, explicou, em 2017 o anterior Executivo criou “um vínculo para 15 precários, com contrato de trabalho a termo certo, por um período de três anos, e ouvimos o senhor presidente, na anterior Reunião de Câmara e na Assembleia Municipal, a criticar”. “Isto é lamentável, é deplorável”, afirmou Dora Gaspar. A vereadora do PS recordou também a intenção do anterior Executivo em integrar 45 precários, que na perspetiva de Dora Gaspar “fazem falta à CMV, e o presidente de Câmara veio dizer que só vai integrar 23 e que esses são suficientes”. “Depois, na prática, vemos sistematicamente um reforço de verbas para funcionários precários em regime de tarefa e avença”.

 

Presidente da Câmara assume carência ao nível de assistentes operacionais

 

Victor Hugo Salgado, presidente da CMV, rejeita as críticas e explica que o anterior Executivo, nos últimos meses de mandato, contratou avençados que “são sobretudo técnicos superiores”. “E na minha opinião parte deles não eram necessários”, referiu o edil vizelense. Victor Hugo Salgado defende que a contratação destes técnicos superiores fizeram aumentar “o custo significativo com o pessoal na ordem dos cerca de 120 mil euros por ano”. “Foi feito um contrato por excesso e enquadrado do ponto de vista eleitoral”. (…) “Contratou-se muitos técnicos superiores e não se resolveu o problema da Câmara”, declarou ainda. De acordo com Victor Hugo Salgado, “a CMV monta estruturas no apoio ao associativismo, em cerca de 240 eventos, e tem apenas duas pessoas efetivas para montar esses palcos, essas estruturas, para levar as cadeiras, para levar tudo o que tem a ver com a montagem de um evento”. O presidente da CMV garante que essas duas pessoas não são suficientes para fazer todo esse trabalho e por isso o Município precisa que outros funcionários, de setores como as Obras Municipais e da Higiene e Limpeza, ajudem neste serviço, o que leva a que as suas tarefas diárias por vezes fiquem em suspenso. “é preciso arranjar soluções que consigam dar resposta às necessidades que a Câmara tem. Estes meios humanos são fundamentais para a Câmara”, ou seja, segundo Victor Hugo Salgado, o Município precisa sobretudo de “calceteiros, trolhas e de meios logísticos” e não de técnicos superiores. O edil garante que a autarquia “está a reorganizar os serviços” e para colmatar necessidades “irá integrar 23 precários”. “Posso dizer que 80% desses precários é para criar uma solução para estas situações”.

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