Carlos Santos venceu a sua classe no Nacional no Estoril
Num fim de semana memorável o piloto de Vizela subiu ainda ao pódio na Taça, nas duas corridas
O Autódromo do Estoril e o Campeonato Nacional de Clássicos foi o evento escolhido para o regresso, de Carlos Santos às corridas, após o acidente sofrido em outubro passado. Por isso o piloto destaca que esta presença “foi uma corrida contra o tempo, na recuperação do Escort e na minha recuperação da lesão cervical que tive”.
Para a corrida em Estoril a equipa foi inscrita em duas competições, a histórica classe 71 e a Taça para carros com cilindrada de 2000cc.
A contar para a classificação geral havia 38 pilotos inscritos em várias classes. Terminou a primeira corrida em 13.º lugar e a segunda em 15.º, e na classe H71 conquistou o 1.º lugar e na Taça 2000cc ficou em 3.º lugar, em ambas as corridas.
Num balanço à prova, o piloto de Vizela destaca que os treinos livres “foram muito inconsistentes devido a vários acidentes e avarias mecânicas, tornando impossível ser mais consistente nas voltas e ganhar ritmo devido ao período de recuperação e fisicamente do carro da minha parte”.
Já em relação às corridas aponta que a primeira corrida “foi bastante solitária, criei um espaço confortável para os que estavam atrás e para os que estavam à frente, não tive hipótese porque eram carros mais potentes e por isso geri a corrida da melhor forma. Isso permitiu-me ganhar ritmo de corrida por ser bastante constante nos tempos de volta”.
A segunda corrida foi totalmente diferente, com problemas no Escort. “Quando me dirigia para a grelha, senti que algo não estava bem na suspensão e decidi não alinhar na grelha e começar das boxes. A equipa técnica da Casmotorsport fez um trabalho digno das melhores equipas profissionais da categoria do desporto motorizado, reparando o problema em tempo recorde e até conseguindo arrancar das boxes. Se a primeira foi solitária, a segunda foi bastante divertida, com muitas ultrapassas. Para quem partiu dos últimos 30 lugares, terminei em 15º, com 1 safety car nos momentos finais a limitar o tempo para recuperar mais algumas posições, foi digno de nota”.
O balanço final é para o piloto muito positivo: “Saio de Estoril com o sentimento comum da equipa, dever cumprido! O carro estava espetacular, a equipa estava sempre muito profissional como sempre e eu era o piloto e o gestor da equipa, com a moral alta”.
O trabalho não para, quer na próxima participação, quer na angariação de apoios para poder cumpri-los: “Estamos a trabalhar para o próximo evento, que será o RallySpirit, dependendo da aceitação do registo por parte dos organizadores e dos nossos patrocinadores. Estamos a ter cada vez mais dificuldades em angariar apoio para manter um programa consistente de atividades. Ainda não temos o orçamento total para as corridas que planeámos e a ideia é preparar corrida a corrida, sempre com os pés firmes nos pés, sem grandes aventuras e ambições”.









