Bloco de Esquerda critica intervenção na Rua da Vinha
O Núcleo de Vizela do Bloco de Esquerda (BE) acusou esta semana a Câmara Municipal de Vizela de ter levado a cabo um “brutal atentado urbanístico e ambiental” na zona envolvente da Igreja de São Miguel, na Rua da Vinha, após a remoção de várias árvores e a requalificação do espaço público.
Em comunicado, a estrutura local do partido critica a intervenção promovida pelo executivo liderado por Victor Hugo Salgado, alegando que uma área arborizada foi substituída por uma superfície de calçada granítica. Segundo o BE, a obra terá sido realizada sem aviso prévio à população, sem fundamentação pública e sem consulta aos moradores da zona.
Os bloquistas afirmam que foram abatidas várias árvores de grande porte que, segundo defendem, se encontravam saudáveis e desempenhavam um papel importante no sombreamento e proteção térmica da área envolvente da paróquia e das habitações próximas.
De acordo com o partido, a intervenção terá resultado na construção de um passeio de grandes dimensões, praticamente desprovido de vegetação. O BE considera que a obra representa um exemplo de “betonização” do espaço público e acusa o executivo municipal de ignorar as “diretrizes internacionais de adaptação às alterações climáticas, que exigem a preservação de solos permeáveis e o reforço de árvores de grande porte nas malhas urbanas para combater as ilhas de calor”.
No mesmo comunicado, o Núcleo de Vizela do Bloco de Esquerda informa ter solicitado esclarecimentos ao Gabinete do Presidente da Câmara, pedindo a divulgação dos relatórios fitossanitários que terão fundamentado o abate das árvores, bem como a apresentação do projeto urbanístico que enquadra a intervenção.
A estrutura partidária sustenta ainda que os cidadãos têm o direito de conhecer os critérios técnicos e financeiros que estiveram na base da obra, questionando a utilização de recursos públicos numa intervenção que considera prejudicial para a qualidade de vida urbana.








