40.º edição do Festival de Folclore Infantil anima Moreira

O Centro Cultural e Recreativo de Moreira de Cónegos acolheu, na noite deste sábado, 18 de julho, a 40.ª edição do Festival de Folclore Infantil, uma iniciativa que voltou a afirmar-se como uma referência cultural na freguesia, reunindo vários grupos e uma forte adesão do público.

O evento, que teve início pelas 21h00, contou com a participação do Rancho Folclórico Infantil do C.C.R. de Moreira de Cónegos, do Grupo Etnográfico Infantil e Juvenil da Casa do Povo do Freixo e do Rancho Folclórico Infantil e Juvenil da Casa do Povo de Valongo do Vouga, proporcionando uma noite dedicada à preservação das tradições.

Em declarações, o presidente André Coelho destacou a importância de envolver as gerações mais novas neste tipo de iniciativas: “a importância disto é (…) saber que estamos a garantir o futuro com as crianças a participar neste tipo de atividade, no folclore, o que não é fácil, mas nós estamos a insistir e a persistir e só com as crianças de hoje é que conseguimos garantir o futuro de amanhã”.

A edição deste ano assume particular relevância após as dificuldades sentidas anteriormente.

“O ano passado estava-me quase a dar a entender que não íamos conseguir fazer mais folclore infantil porque o grupo parecia que estava em declínio”, recordou, acrescentando que “este ano, felizmente, com o apoio de um lado ou do outro, conseguimos (…) e foi isto que até nos motivou mais e deu-nos mais um bocado de impulso”.

Sobre o resultado do evento, o responsável mostrou-se satisfeito: “as expectativas foram muito boas”. Destacou ainda o apoio da comunidade, sublinhando que “tenho muito a agradecer a esta população que não nos abandona (…) e é esta moldura humana que aqui está que nos dá força para continuar com este trabalho”.

Relativamente à escolha dos grupos participantes, André Coelho admitiu as dificuldades atuais: “hoje cada vez mais é difícil selecionar grupos infantis (…) estamos quase limitados à possibilidade de quem pode ir” explicando que a organização procura, dentro das limitações, “o que representa melhor”.

A encerrar, deixou um apelo ao público para futuras edições: “só quem vem é que sente e se calhar começa a ganhar o gosto que nós precisamos que muita gente ganhe, que é o gosto destas tradições, para podermos manter vivo isto por muitos e longos anos”.

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