
Pela Força do Suor
Hélder Freitas
2026-07-09Em período crítico de Mundial, onde ainda existe muita revolta pela eliminação da nossa seleção e com temas fraturantes que davam para estar aqui a escrever mais ou menos meio ano - seria mais ou menos o tempo que levaríamos a tentar perceber se o Cristiano, continua ou não e as massas críticas contrárias e favoráveis a destilar veneno e ódio (e o futebol não deve nunca servir para isso) quero optar por tentar dar alguma visibilidade a quem pouco a tem e quem merece mais do que ninguém.
A este propósito não posso deixar de enaltecer e registar com profundo reconhecimento, o que tem sido feito no complexo desportivo do Infias. À custa da força do trabalho de alguns sócios e de simpatizantes (sempre naturalmente, com apoio da edilidade local) sem grande alarido, mas com muito suor, estão a levantar uma bancada que dotará o parque desportivo de condições, se não únicas, pelo menos muito equiparadas a outras realidades e contextos superiores. Confesso que é uma obra que não julguei possível edificar em tão curto espaço de tempo, mas a verdade é que ela está aí. Incrível!
Está a acontecer o mesmo em S. Paio. Munir o clube de condições próximas das ideias para fomentar e manter a formação sempre ativa e cativada. A obra realizada em S. Paio deve deixar orgulhosos todos os que sonharam que era possível. Estamos a falar de um clube, que teve por muitos e longos anos, um complexo desportivo sem qualquer acrescento naquilo que era o edifício de suporte e acompanhamento e passa a ter condições ótimas para evoluir. É claramente um passo em frente. É subir de nível.
Já havia sido assim em Montesinhos com a criação da bancada e a reformulação dos balneários e falamos de clubes que há bem pouco tempo estavam no futebol popular, no caso do Infias e do Montesinhos. Com a atenuante no caso dos da encosta do Monte de São Bento, de serem um lugar, não uma freguesia, com tudo o que isso possa representar em termos de benefícios ou falta deles.
Em períodos em que sabemos que os mecenas ou os grandes industriais deixaram de apoiar, mais devemos valorizar a força, a tenacidade, o querer, a perseverança e resiliência destas pessoas, que a troco de nada, encetam trabalhos que julgamos absolutamente inimagináveis para as realizadas que conhecíamos há bem pouco tempo atrás. Deixo um bem-haja e uma gratidão, a todos, sem exceções, que colocam estas obras de pé que beneficiam as gerações vindouras.





