Mudança de paradigma

Raquel da Silva Fernandes

2022-05-05


“O Homem não é nada além daquilo que a Educação faz dele.” 
Hoje, mais do que nunca, é importante não só mudar o paradigma, bem como recuperar a Educação e repensar a estratégia nacional do concurso nacional de Professores, sob pena de se evidenciarem mais desigualdades entre o litoral e o interior, mais desigualdades entre as escolas das cidades e as escolas da periferia, mais desigualdades entre o setor público e o setor privado.  
Percebemos, anualmente, que existe uma série de constrangimentos no concurso nacional de Professores e que raramente os mesmos decorrem com a tranquilidade merecida, garantindo assim uma eficaz preparação do ano letivo.  Pois bem, é importante garantir essa mesma tranquilidade e é, sobretudo, importante recuperarmos a Educação. Sendo certo que os Professores assumem o papel mais fulcral do funcionamento dos estabelecimentos de ensino, sempre que pensamos em alternativas pedagógicas, desde logo a prática mais individualizada aos nossos alunos na presença de uma equipa interdisciplinar, “seguimos” apostar na monodocência, onde o Professor se vê enovelado em centenas de paragens necessárias para individualizar o ensino e para dar respostas à diversidade dos vários ritmos de trabalho em contexto sala de aula. 
Motivação. Contarmos com Professores motivados constitui requisito essencial para o sucesso do sistema educativo, onde possamos ver alunos provenientes de diferentes contextos poderem prosperar e alcançar o seu potencial pleno (Fonte: Relatório da Rede Eurydice: Os Professores na Europa: Carreira, desenvolvimento e bem-estar, novembro de 2021). 
Precisamos de Professores motivados se queremos criar oportunidades de aprendizagem equitativas e de qualidade para todos os alunos. 
Por força da crise sanitária mundial fomos obrigados a melhorar a educação digital. A profissão docente está a evoluir e os Professores enfrentam cada vez mais “responsabilidades”. é vital recuperar áreas como a “Formação Inicial de Professores, o Desenvolvimento Profissional Contínuo, as Condições de Trabalho, as Estruturas de Carreira, a Avaliação de Professores e ainda o Bem-estar docente carecem de novas reformas e políticas”. 
é certo que enfrentamos uma crise vocacional na docência, mas mais certo é que o bem-estar dos professores é um fator-chave para melhorar a tão desejada atratividade da profissão docente. 
Por forma a contrariar o abandono da profissão docente, reformulem e melhorem as condições de trabalho.