Janeiro: entre tradição e decisões que moldam o país
Francisca Silva
2026-01-22Costuma dizer-se que janeiro é o mês mais longo do ano. É um mês que parece arrastar-se entre balanços do que ficou para trás e promessas do que ainda há de vir. Janeiro traz consigo essa ideia quase obrigatória de recomeço, de virar de página, de traçar metas que, muitas vezes, ficam pelo caminho à medida que os dias passam e a rotina se instala.
No concelho, e um pouco por toda a região, janeiro é também sinónimo de tradição. Uma tradição antiga, profundamente enraizada na identidade das comunidades: cantar os Reis. Muitos já aconteceram, mas a tradição prossegue nos próximos dias: em Tagilde, o encontro está marcado para este sábado, dia 24; e, já no final do mês, a 31 de janeiro, o CCR de Infias promove a sua 19.ª edição. Iniciativas distintas, unidas pelo mesmo propósito: preservar a memória, reforçar a identidade local e garantir que estas tradições continuam a ter lugar no presente.
E é precisamente nesta ligação entre passado e presente que a cultura encontra o seu lugar. A SFV voltou a afirmar esse papel com o Concerto de Ano Novo, vivido num ambiente particularmente bonito. Uma combinação equilibrada entre o clássico e o contemporâneo, a que a SFV já nos habituou e que o público continua a reconhecer.
Mas janeiro não se faz apenas de música e tradição. À medida que os dias avançam, e já lá vão 22, o país foi chamado a decidir o seu futuro político. No passado dia 18 de janeiro, os portugueses foram às urnas para eleger o próximo Presidente da República. O resultado ditou um cenário pouco comum na história da democracia portuguesa. Portugal prepara-se agora para eleger, pela segunda vez, um Presidente da República numa segunda volta, marcada para o dia 8 de fevereiro. Até hoje, apenas uma eleição presidencial conheceu este desfecho, em 1986. Será no dia 8 de fevereiro que Portugal conhecerá a pessoa que assumirá a mais alta magistratura da Nação nos próximos anos.
Até lá, o tempo exige atenção, análise e reflexão por parte de todos. A responsabilidade cívica de cada cidadão, bem como o acompanhamento atento do processo democrático, são fundamentais para garantir que esta decisão se traduza num futuro sólido e consciente para o país.





