Dia Internacional da Mulher

Raquel da Silva Fernandes

2022-03-10


Dia Internacional da Mulher, data essa, instituída pelas Nações Unidas em 1975 e que, AINDA FAZ SENTIDO assinalar tendo em linha de conta as disparidades e as desigualdades que subsistem entre mulheres e homens.      
No dia 8 de março celebramos a Força, a Resiliência mas, sobretudo, o enorme contributo das Mulheres para a sociedade, para o Mundo. 
Toda a minha Vida vivi rodeada de Mulheres, a Avó, a Mãe, a Irmã, a Amiga, a Colega de trabalho, … “Elas” continuam em larga maioria! Em tudo! São, desde logo, mais fortes, com mais instinto, mais práticas. Talvez seja a isso que chamamos de sexto sentido.
Se hoje olharmos para a Ciência, desde os anos 90 que as mulheres prevalecem nos novos ingressos em cursos de licenciatura (ao longo dos últimos 30 anos, entre 54% e 56% do todo de estudantes que ingressam no ensino superior são mulheres). Sobretudo isto, num reforço claro, são elas também que com maior frequência obtêm sucesso na conclusão do diploma de estudos superiores (aproximadamente 60% dos novos diplomados são mulheres). Mas, ainda faz sentido assinalar o dia para destacar as assimetrias. Assimetrias, essas, laborais, porque quando olhamos para a composição de género dos docentes e investigadores que exercem a sua atividade quer nas universidades, quer nos politécnicos, públicos ou privados em Portugal, tende a refletir-se, esta composição, os homens prevalecem face às mulheres.
Por tudo isto, ainda faz sentido não só a promoção de uma maior igualdade de oportunidades entre mulheres e homens, assim como à luz da luta por condições de trabalho e emprego mais dignas e igualitárias, mais equitativas para todas/os. Urge promover uma maior paridade entre géneros.
O dia 8 de março de 2022 fica marcado por assinalarmos, também, a coragem e a bravura das mulheres ucranianas que por força da guerra não podemos esquecer. Porque somos motor de transformação na sociedade e, a coragem das mulheres ucranianas não nos deixa de maneira alguma indiferente. Porque quando o diálogo falha, é necessária a coragem para o estabelecimento de pontes e, sempre, ela se escreve no feminino. 
Citando o Papa Francisco “as mulheres fazem da humanidade uma família”, portanto, façamos também nós, a nossa parte.
Que a confiança, a determinação, a resiliência, o empreendedorismo, a intuição, o amor e a independência sejam sempre a nossa melhor versão.
A todas nós Mulheres, porque ainda faz sentido…