USF Novos Rumos assinala Dia Mundial do Médico de Família

Esta terça-feira, 19 de maio, assinala-se o Dia Mundial do Médico de Família, e a Rádio Vizela esteve em conversa com a médica Helena Ribeiro, coordenadora da Unidade de Saúde Familiar Novos Rumos, em Vizela.

No Centro de Saúde de Vizela este dia foi celebrado através de publicitação aos utentes que se encontravam presentes. “Começamos por fazer uma pequena celebração com alguma publicitação nas nossas salas de espera sobre o dia e abordamos um bocadinho o que é o eixo do centro do que é ser um médico de família, de forma a que os nossos utentes também compreendam um bocadinho um elemento da equipa que os acompanha ao longo de toda a vida”, partilhou.

Relativamente ao papel que um médico de família desempenha na gestão da saúde dos utentes, Helena Ribeiro destaca o acompanhamento desde a gravidez como “uma das coisas mais especiais da especialidade”. “Desde que ainda somos uma pequena semente, até ao bebê nascer e durante toda a fase da vida, até uma fase de maior fragilidade, de um doente idoso. Temos colegas que já conhecem a lista há vários anos, que conhecem os pais, os avós e cada um de nós tem esse acompanhamento transversal ao longo de toda a vida do utente”.

Destacou ainda em que consiste a abordagem holística do doente. “Vemos cada pessoa como um todo, em termos de todas as suas esferas sociais, psicológicas e físicas. Acompanhamos não só a doença, mas sobretudo a pessoa. Conhecemos a família, a comunidade onde está integrado, porque trabalhamos também junto da comunidade nessa educação para a saúde”, afirmou, acrescentando que esta especialidade evoluiu durante as últimas décadas, conseguindo atualmente os médicos atuar não só na prevenção da doença, mas na deteção precoce de vários tipos de doença ao longo do ciclo de vida do doente.

Segundo Helena Ribeiro, muitas doenças, neste momento, não são acompanhadas nos cuidados de saúde hospitalares, mas sim nos cuidados primários pela equipa de saúde, médico e enfermeiro de família. “Nós acompanhamos neste momento doenças como hipertensão, diabetes, doenças pulmonares, insuficiências cardíacas e renais. Apesar de haver alguns utentes que até têm um acompanhamento multidimensional entre o hospital e os cuidados de saúde primários, nós fazemos um complemento, porque o utente muitas vezes não tem a possibilidade de ir várias vezes ao hospital”, explicou.

“Muitas vezes nós temos que ativar vários apoios porque é uma pessoa isolada, tem dificuldade em gerir a medicação, em obter necessidades básicas para a sua saúde”, acrescentou, mencionando que no caso dos domicílios, tratando-se de doentes dependentes, os médicos fazem a visita às suas casas.

Uma das prioridades dos médicos de família, de acordo com Helena Ribeiro, é evitar as descompensações. “Quando estamos a falar de uma fase mais vulnerável da vida, podemos ter um doente com uma insuficiência cardíaca, que se nós não fizermos este acompanhamento em casa, é um doente que só irá entrar no hospital, muitas vezes, pelo serviço de urgência. Nós fazemos esse acompanhamento do doente em casa, articulando-o com os cuidadores, para nos alertar sempre que houver alguma mudança do estado geral, e que conseguem facilmente ir ao centro de saúde”.

“Esta proximidade é algo que marca muito a medicina geral familiar, e esta diferenciação técnica foi necessária exatamente para isso, para dar este apoio”, destacou a médica.

Helena Ribeiro terminou por deixar uma mensagem para a comunidade. “O médico de família está cá sempre para ajudar. É verdade que o trabalho às vezes é muito, são muitos utentes, mas cada um de nós, cada elemento desta equipa, está disponível para tentar ajudar sempre possível. A nossa missão, sobretudo, é ajudar doentes e ajudar a sua família, é isso que hoje celebramos, e todos os dias continuamos a lutar por isso”, concluiu.

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