Um projeto "para ser replicado" noutros concelhos

Foi o que disse Duarte Cordeiro, ministro do Ambiente e da Ação Climática, que esteve em Vizela, nesta sexta-feira, dia 10, para o lançamento da obra de requalificação das margens do Rio Vizela e Ribeiro de Sá – Construção de Passadiços.

Foi junto ao Mourisco, numa das margens do Rio Vizela, na zona ribeirinha, que teve lugar a cerimónia que serve de lançamento desta obra, uma das mais emblemáticas deste mandado do Executivo Municipal de Vizela, tal como o presidente, Victor Hugo Salgado, vem afirmando. A construção dos Passadiços do Rio Vizela e Ribeiro de Sá resulta da aprovação de uma candidatura no âmbito do Programa Operacional Competitividade e Internacionalização - COMPETE 2020, Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional, integrado no eixo REACT-EU (Recovery Assistance for Cohesion and the Territories of Europe), enquanto instrumento de reforço da Política da Coesão criado pela Comissão Europeia. Terá um custo de 1 743 812,46 euros, uma comparticipação de 1 285 000,00 euros e à Câmara Municipal de Vizela (CMV) vai custar 500 mil euros. “Uma vez mais o Governo do nosso lado”, salientou o presidente Victor Hugo Salgado, que no início da sua intervenção destacou o apoio da Administração Central nas “cerca de 60 obras feitas em cinco anos e meio, num investimento de cerca de 21 milhões de euros - relevante pela qualidade de vida que se traduziu em todos os vizelenses - destes 14 milhões foram atribuídos pela Administração Central, sete milhões comparticipados pela autarquia”. “Por muita vontade e dedicação que tivesse este Executivo, este investimento feito só foi possível graças ao Governo”, acrescentou o presidente da CMV, para logo de seguida dizer que a construção dos Passadiços será para executar até ao final do ano.

Para Victor Hugo Salgado, trata-se de “um projeto arrojado”, elaborado tendo por base a engenharia natural e pensado para “a preservação e manutenção dos valores existentes, quer do ponto de vista do património, como a Ponte Romana, a Ponte D. Luís, e da própria natureza”. Os Passadiços do Rio Vizela e do Ribeiro de Sá terão cerca de seis quilómetros, iluminação led ao longo do percurso, quatro travessias, quatro zonas de descanso, a recuperação e consolidação dos muros existentes, a colocação de gradeamento de proteção, a requalificação e estabilização das margens e a valorização do leito.

 

“Esta vai ser a obra que mais irá contribuir para a recuperação do Rio Vizela” (Victor Hugo Salgado)

 

Victor Hugo Salgado considera que a obra “vai reforçar a qualidade de vida dos vizelenses” e também “permitir que Vizela volte a ser um destino turístico de referência”. Mas, mais do que isto, destacou, “esta vai ser a obra que mais irá contribuir para a recuperação do Rio Vizela, para a conclusão do processo de despoluição do rio”. Será esta a intervenção que deixará, na sua perspetiva, “o maior legado cívico às gerações vindouras”.

Para o município, a concretização deste projeto irá também contribuir para continuar o processo de despoluição do Rio Vizela, uma vez que a população, ao longo do seu percurso, terá a oportunidade de estar perto do rio e assim tornar-se uma espécie de agente fiscalizador. “Houve muito trabalho, muitas inspeções, fiscalização, muitas divergências, passado este período o rio está despoluído, ou prestes a estar despoluído, porque acredito que um rio nunca está em definitivo despoluído, é preciso haver acompanhamento e monitorização do mesmo”, assinalou na sua intervenção o presidente da CMV.

 

“Oportunidade para a população de Vizela poder aproveitar o seu rio” (Duarte Cordeiro)

 

“é impressionante o legado, 60 obras em cinco anos e meio até nos tira a respiração, sinal de que vamos conseguir fazer esta obra no prazo estabelecido”, começou por dizer Duarte Cordeiro. Para o ministro do Ambiente e da Ação Climática, que veio acompanhado pelo secretário de Estado do Ambiente, Hugo Pires, este é “um projeto que depois de concluído é também uma referência para ser replicado e multiplicado em muitos outros concelhos do país”.

No seu entendimento, a construção dos passadiços é igualmente uma “oportunidade para a população de Vizela poder aproveitar o seu rio”. “Vamos limpar o leito do rio, preservar a vegetação e a fauna autóctone, consolidar e renaturalizar as margens, beneficiar caminhos e passagens hidráulicas, vamos construir os passadiços para que todos possam aproveitar todo este património natural”, assume.

Em Vizela, o ministro salientou que “Portugal investiu cerca de 71 milhões de euros na reabilitação da rede hidrográfica”, um processo que foi iniciado em 2017 e em que “cerca de 140 municípios foram beneficiados por estes programas, financiados pelo Fundo Ambiental e pelo Programa de Estabilização Económica e Social e pelos fundos europeus do REACT.

Mais pormenores na próxima edição do RVJornal.

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