Secretária de Estado da Inclusão nas II Jornadas da ELI

“é com muita alegria que anunciamos as II Jornadas de Intervenção Precoce em Infância!”. é desta forma que a Equipa Local de Intervenção (ELI) de Vizela anuncia a realização desta iniciativa que terá lugar nos dias 19 e 20 de dezembro e que, nesta segunda edição, é realizada em parceria com a ELI de Guimarães. No Auditório Municipal Francisco Ferreira marcará presença Clara Marques Mendes, Secretária de Estado da Ação Social e da Inclusão.

“é um regresso dentro da mesma lógica da importância da família, do brincar e da criança, mas com muita mais força, porque juntamo-nos com a equipa de Guimarães”, conta Patrícia Pinto, coordenadora da ELI Vizela. Isto porque a sua equipa para além de acompanhar crianças deste concelho tem também alocadas crianças de 17 freguesias do concelho de Guimarães. “Por isso, quando pensamos nessa segunda edição das Jornadas, achamos que poderia ser interessante juntar a força da ELI Guimarães, uma vez que as entidades que cedem os recursos humanos são parceiras e algumas até são as mesmas”.

As II Jornadas irão desenvolver-se durante dois dias. O primeiro, a 19 de dezembro, dará lugar à realização de dois workshops, um em Guimarães e outro em Vizela. O segundo dia será dedicado à partilha, debate e reflexão, com várias intervenções a terem lugar no Auditório Municipal Francisco Ferreira. A participação é aberta à comunidade, mas as inscrições devem ser feitas no site da ELI.

A sessão de abertura está marcada para as 09h00 e contará com as intervenções das coordenadoras das duas ELI e de representantes dos dois Municípios envolvidos. Será pelas 09h30 que será dado o mote de saída para o primeiro painel “A Brincar a Brincar – Quando Podemos Começar”, com as intervenções de Lara Palmeira e Joana Silva da Care4mommies e ainda de Alícia Lopes e Helena Coci da Mawu. Seguir-se-á pelas 11h00, um segundo painel com o tema “A Brincar a Brincar – A Garantia de um Direito”, com as participações de Natália Fernandes, investigadora na Universidade do Minho, e de Maria João Pena, do ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa.

Já pelas 14h00 é esperada a intervenção da Secretária de Estado da Ação Social e da Inclusão, Clara Marques Mendes. Logo depois, pelas 14h45, abrir-se-á o terceiro painel – “Brincar a Brincar – A Família Salvaguardar”, com Bernardo Coelho, Testemunhos de Família e Tânia Barbosa (Desafios e Terapias). Haverá ainda tempo para um quatro painel, às 16h00, com o tema “A Brincar a Brincar – Também estamos a Educar”, estando programada a intervenção de Manuel Sarmento, investigador na Universidade do Minho e aguardando-se ainda a confirmação da presença de João Costa, presidente da Agência Europeia para o Ensino Especial e Educação Inclusiva. A fechar, a sessão de encerramento, às 17h00, será da responsabilidade do Núcleo de Supervisão Técnica de Braga.

Sobre o tema central escolhido para estas II Jornadas, Patrícia Pinto explica ser sempre importante reforçar a importância do brincar não só para a criança como para toda a família. Por outro lado, sendo este, o ano em que se celebra a passagem dos 50 anos sobre o 25 de abril, e “porque existe também alguma dificuldade em perceber até onde vão os direitos da crianças e como elas podem participar civicamente no seu dia a dia, através das suas escolhas e interações”, a organização entendeu que seria interessante explorar esse tema em diferentes dimensões. Em causa os direitos das crianças, da família, do acesso à saúde e à educação e ainda de participação social.

Patrícia Pinto é assistente social de formação e defende a “intervenção precoce com garras”, por entender que, quanto mais cedo ela acontecer, maior será a probabilidade de a criança ser funcional ao ponto, de mais tarde e em alguns casos, não precisar de suporte externo.  “A intervenção não é importante só junto das crianças que têm um atraso no desenvolvimento, porque têm um problema de saúde, mas também junto daquelas que não o têm, mas que têm a si associado um risco. Se o conseguirmos eliminar o mais precocemente possível, menor impacto terá na sua vida dela enquanto criança e também, no seu futuro, enquanto adulto”, salienta a responsável.

 

ELI Vizela acompanha 150 crianças

 

Por esta altura, a ELI acompanha mais de 150 crianças e suas famílias. “No nosso caso, isto só é possível, porque a ELI é suportada pelos Ministérios da Saúde, da Educação e da Segurança Social. O Ministério da Segurança Social é, para a ELI Vizela, representado pela AIREV, que tem cedido mais horas aos profissionais, que não estão protocoladas, e que nos permite fazer o acompanhamento a tantas crianças. Caso contrário, não conseguiríamos”, garante Patrícia Pinto.

A intervenção da ELI acontece, em alguns casos, unicamente em contexto de escola ou creche, às vezes na ama, e outras em casa. Mas também trabalha em contextos mistos, que alternam entre escola e casa. A maioria são em contexto de escola e a intervenção tem de acontecer em concordância com a família, apesar da referenciação poder partir de qualquer cidadão ou instituição. Relativamente às problemáticas mais comuns, a ELI Vizela acompanha “muitas crianças com atraso de desenvolvimento global mas sem nenhum diagnóstico” mas, tal como se tem verificado em todo o país, tem também assistido “a uma maior prevalência de perturbações de espectro de autismo”.

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