Schettine: “Mostro a minha felicidade marcando golos”
Tem sido o jogador em destaque no Moreirense, por isso o balanço à prestação, até agora no campeonato
Guilherme Schettine tem oito golos apontados em 12 jornadas da Liga, naquele que considera ter sido o seu melhor início de sempre: “É melhor começo de época para mim, e para o Moreirense. Estou feliz e demonstro isso dentro do campo com golos”. O jogador atribui os resultados positivos ao bom trabalho do grupo, “com pessoas de um nível excelente, e isso está me fazendo ser feliz novamente”. Uma felicidade que ajuda a mitigar as saudades de casa. “São já 10 anos longe do Brasil, perdi aniversários, perdi datas importantes. Mas é tudo por um bom motivo, por um sonho. Para seguir o meu sonho, sou grato aos meus pais, por me deixarem ter a oportunidade de jogar fora do Brasil”.
Refira-se que o jogador de 30 anos de idade, já passou por alguns clubes em Portugal, e vários clubes estrangeiros da Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Suíça, Espanha e Rússia. “Eu tive de me adaptar a cenários que eu nunca tinha vivido, passei por muitas dificuldades, mas nunca tive medo, essa foi a minha maior virtude. Sempre olhei com bons olhos para as oportunidades. Então eu sempre ia com sonho e com fé”, afirma. Confessa que gostava de ter feito mais em alguns, nomeadamente no Braga. “As coisas não aconteceram, não culpo ninguém, não me culpo. Pensava sempre que podia fazer um bocadinho mais. Joguei Liga Europa, joguei contra grandes clubes da Inglaterra, da Grécia, também fizemos um bom campeonato, ganhamos a Taça de Portugal, e foi uma experiência muito boa”, recorda.
A passagem por Vizela foi especial, até porque há algo especial: “Foi aqui que a minha filha nasceu. Depois do Braga, em Vizela eu reencontrei o meu futebol, a felicidade. Os vizelenses me abraçaram de uma maneira que eu só tenho a que agradecer. A minha passagem aqui foi uma alavanca para eu voltar a ser o que era, a viver momentos magníficos. Um grupo muito bom de jogadores, staff, o treinador Álvaro Pacheco, é algo que vou levar para a vida”.
Está no Moreirense na sua segunda época, na primeira marcou seis golos, numa altura em que vinha fragilizado da Rússia, onde não de adaptou ao clima. “O Moreirense deu-me a oportunidade de voltar ao cenário português. Um clube familiar, que tem suas raízes, tem os adeptos que são apaixonados pelo clube. São poucos, mas sempre estão sempre lá apoiando e dando força”.
O segundo ano está a correr bem melhor, com a ajuda da equipa, que tem qualidade: “Todo mundo está vendo que a nossa equipa joga muito bem, manteve uma base forte. O Míster Vasco trouxe as ideias dele, trouxe a ambição dele, isso é um conforto para nós, querermos mais, querermos grandes voos”.
Continuar a marcar golos é o objetivo: “É o meu trabalho, se não marcar, como se diz no Brasil, passamos fome. Então eu estou fazendo o meu trabalho, com a ajuda dos meus companheiros, do Moreirense, de todos que estão ao meu redor para me ajudar”. contribuir para a equipa é mesmo a sua prioridade: “Há uns tempos pensava no troféu de melhor marcador, hoje a minha preocupação é marcar golos para dar vitórias à equipa. Se for 1-0 e três pontos para nós, está perfeito”, finalizou.





