Rodrigo Ramos: “Vir para Vizela foi importante para mim"
Jovem jogador está na terceira época no Vizela, tendo já passado pelos Sub-19 e Sub-23
Rodrigo Ramos é um jovem jogador do FC Vizela, nascido em Loures. Na quarta temporada no FC Vizela, o médio de 22 anos renovou o seu contrato com o clube até 2029, o que o torna uma aposta para o futuro. Depois de passagens pelos Sub-19 e Sub-23, começa a destacar-se na equipa principal. Depois de ter passado nove anos na formação do Benfica, afirma que ter vindo para Vizela foi a melhor decisão para a sua carreira.
Foi no futsal, ainda muito pequeno, que deu os primeiros pontapés na bola, acompanhando o pai, que era jogador. No futebol começou aos três anos no Atlético Malveira e aos seis, surgiu a proposta do Benfica. “Vou ser sincero, não quis logo assinar, porque não queria sair da minha zona de conforto, ainda era muito miúdo e queria ficar ao pé dos meus colegas. No início até fizemos um acordo com o Benfica, eu treinava três vezes no Benfica e duas no Malveira, para a adaptação ser mais suave. Depois comecei a criar laços no Benfica e o meu pai também me dizia que era importante fazer a transição, se queria mesmo ser jogador de futebol e lá fui, as coisas correram bem”. Já denotava alguns dotes futebolísticos, que terão despertado o interesse dos encarnados: “Desde pequeno que me conseguia destacar dos meus colegas, naquela altura ainda não tinha bem noção, mas depois do Benfica ter interesse e comecei a perceber que podia agarrar ali uma boa oportunidade”.
Esteve no Benfica dos seis aos quinze anos, até que decidiu sair por ser pouco utilizado nos jogos. “Foram cerca de nove anos, uma longa caminhada, cresci muito ali. Nos sub-15 decidi não continuar, porque não estava a jogar. O meu pai via-me triste, não era bom para eles, e eu também queria jogar, então foi uma decisão minha, às vezes temos de dar um passo atrás para dar dois à frente. Fui para o Torreense e até acho que descer para outra realidade também fez de mim um homem, estava habituado a grandes condições e descer um bocadinho também foi importante”.
Esteve dois anos no Torreense, depois passou para o Sacavenense, até à altura da Covid-19, num período que assume, foi mau para si. Até que surgiu o FC Vizela como solução, o que o obrigou a deixar pela primeira vez a zona da grande Lisboa.
“Agradeço ao FC Vizela que me deu a mão quando eu mais precisava, não conhecia nada daqui, foi a primeira vez que saí de casa. Foi um impacto enorme, tanto para mim como para a minha família, mas juntando tudo, acredito que foi a melhor opção, porque cresci muito, tanto como pessoa, como jogador e acho que foi um passo importante na minha carreira. Os meus pais deram-me sempre a mão, apesar de também ser difícil para eles. Não estava habituado a estar sozinho e tive de aprender também a estar longe deles”.
O jovem jogador fala da boa adaptação no clube, onde chegou em 2022/23, para integrar os Sub-19. “A adaptação foi bastante boa, o clube recebeu-me de braços abertos, até mesmo as pessoas daqui. Cheguei cá para o Sub-19, foi uma época bastante boa, conseguimos ir à fase de campeão em primeiro lugar, foi um ano muito bom para mim e no geral para a equipa. Depois, subir para o Sub-23 e também acredito que para mim foi uma grande época”.
Subindo patamares chegou à equipa principal, num momento que não esquece.
“Desde o Sub-19 e Sub-23, tive sempre aquele contacto com a equipa A, quando algum jogador se lesionava ou tinha algum problema, conseguia sempre estar ali junto deles.
Fiquei muito feliz, também dar mérito ao meu trabalho e agradecer às pessoas que me ajudaram até chegar à equipa principal. Mas o que eu digo sempre é basta trabalhar sempre ao máximo que depois as coisas serão recompensadas e eu tenho esse lema e foi o que eu sempre fiz e tem dado certo”.
Ganhar lugar no onze inicial é objetivo, mas está ciente de que tem de trabalhar muito, para alcançar os seus objetivos: “Ainda sou novo, acho que ainda tenho muito que aprender, também é verdade, mas estou contente. Este ano não fiquei muito contente porque infelizmente tive algumas lesões e nunca tinha passado por isso na minha carreira, mas acho que isso, é dar-me ferramentas para, mais para a frente, estar preparado para tudo”.
Destaca a união entre o grupo, onde há muitas nacionalidades no plantel. “Somos todos iguais, até é importante às vezes termos várias culturas ali dentro porque também nos obriga a sair da nossa zona de conforto, falar outros idiomas, criar laços com pessoas de outro país e aqui no Vizela estamos todos juntos. O Vizela é um bom exemplo, estamos todos juntos no mesmo barco”.
A subida de divisão é assumida pelo grupo, no entanto, o objetivo é sempre ganhar jogo a jogo: “Trabalhar quando estamos bem e em cima de vitórias é sempre melhor, mas apesar dos momentos que nós passamos a equipa fica sempre unida, não vai abaixo. Ouvimos todos os dias falar da subida e o nosso objetivo é sempre ganhar. No entanto, não gostamos de pensar no futuro, gostamos de trabalhar semana após semana para ganhar sempre o próximo jogo”.
Elogia os adeptos do FC Vizela, que para si são exigentes, mas dão um grande apoio à equipa: “Em Vizela temos um bom exemplo, as pessoas gostam muito do futebol e acompanham muito o Vizela, seja em casa, seja fora. Gosto muito dessa ligação dos adeptos com os jogadores, às vezes as coisas não correm bem e eles têm o direito de se expressar e nós entendemos o lado deles”.
Cristiano Ronaldo é o seu ídolo pelas “coisas incríveis que faz no futebol”, já em relação aos sonhos tem dois e vai lutar pala alcançá-los. “Tenho o sonho de poder jogar na Premier League, é uma Liga muito competitiva, das melhores, se não a melhor do mundo. Gostava também de ir à Seleção Nacional, é difícil, mas temos de acreditar sempre que é possível, e trabalhar muito, para poder conseguir alcançar esses marcos”, rematou.








