Rafa: "Foi importante fazer os jovens acreditar na subida"
Capitão do CCD de Santa Eulália aponta a união de balneário como segredo para o sucesso
Rafa cumpriu no final da última temporada, cinco épocas ao serviço do CCD de Santa Eulália. Com 35 anos de idade, o jogador vizelense tem sido o capitão e como jogador mais experiente do grupo, a voz de apoio e de comando, dentro do balneário. O extremo direito acabou por ser uma espécie de extensão do treinador Armando Pinto, junto do grupo, numa temporada em que foi mais necessário do que nunca, pela juventude do plantel. Confessa que gosta de apoiar e passar valores aos mais jovens e ter conseguido unir toda a gente foi o grande segredo para a época, que culminou com a subida ao Pró Nacional:
“O segredo do sucesso desta época e da época anterior foi sem dúvida o balneário, como conseguimos fechar o balneário, como conseguimos passar à malta mais nova a importância de sermos unidos, de sermos uma equipa, uma verdadeira equipa, porque só assim é que se conseguem atingir os êxitos, uma grande lenda de basquetebol dizia, uma frase imortal, que talento pode vencer jogos, mas só uma grande equipa é que ganha campeonatos”, destaca.
E fazê-los acreditar que cumprir o objetivo era possível, que todos eram importantes dentro da equipa, foi a chave, em sua opinião: “Conversámos, desde o início, e depois fomos uma equipa com qualidade, temos jogadores com qualidade, malta mais nova, temos ali jogadores que têm muito potencial, e foi fazê-los acreditar. Dentro do balneário foi fazer ver aos mais jovens que todos são iguais, que todos têm a qualidade para dentro do Onze fazer a mudança, A qualidade não tem idade. Eu posso ter 35 anos e ter um miúdo de 18, 20, 22, com mais rendimento do que eu, e o treinador vai optar por quem está a dar rendimento naquela altura”.
Rafa já esteve em grandes campeonatos, inclusive na 1ª Liga, já passou por muitas experiências e sabe que para além do treinos e do trabalho, a questão motivacional pode ser determinante: “Já estive em grandes equipas em grandes grupos de jogadores, fui ganhando experiência e eu tal comos os outros capitães tentámos passar isso, nas conversas que tínhamos só nós jogadores, que o sucesso do clube, o sucesso da equipa ia ser o sucesso deles, e eles perceberam isso, e durante a semana, trabalhámos muito, e chegámos ao fim de semana e muitas vezes fomos recompensados”.
Garante que a união foi mesmo o mais importante para alcançar a subida: “Eles perceberem a equipa, perceberem que somos todos um. Que vamos lá para dentro e temos de dar tudo uns pelos outros, e houve jogos em que isso fez toda a diferença, fez toda a diferença mesmo”, destacou.








