Obras na zona envolvente ao Santuário a partir de setembro

“O que faz com que as pessoas vão mais ao S. Bento são as condições que criamos”, garante Xavier de Freitas: “Compete-nos a nós, Confraria, criar e dar condições para que possamos receber mais pessoas, e saber recebê-las, é isso que tem acontecido. A alteração que fizemos de a peregrinação se concentrar na Praça da República foi um dos passos mais importantes. é uma sala de visitas onde as pessoas aguardam com espaço, onde têm todas as condições para esperar a peregrinação que, este ano, vem de Tagilde. Claro que quando temos a presença do senhor arcebispo, realmente, é, para nós, uma alegria enorme tê-lo connosco, é prova que não estamos sozinhos e que esta é uma peregrinação com muita importância”.

Mas as condições do recinto, acredita Xavier de Freitas, vão melhorar significativamente nos próximos anos. “O S. Bento é um espaço tão bonito, que tem tantos terrenos que são nossos, que não podemos ficar satisfeitos com aquilo que já fizemos temos de avançar para criar ainda melhores e mais condições”.

De acordo com o presidente da Confraria, a primeira fase das obras de requalificação do S. Bento das Peras avança ainda este ano, em setembro, prolongando-se até abril de 2025: “As obras vão começar em setembro, vamos organizar todo o trânsito, assinalando devidamente os espaços que são para os peões e o espaço para os veículos, vamos criar mais parques de estacionamento e, assim, ter mais condições para que as pessoas se sintam bem no S. Bento”.

“Onde era o restaurante “Xisto”, dali para cima vai ser tudo renovado”, aponta o responsável pela Confraria. Nesta fase inicial, o que vai ser tido em conta é a requalificação da cista, a criação dos parques de estacionamento, sendo que a área junto à estrada da vida será apenas para peões. Xavier de Freitas entende que, atualmente, “quem chega ao S. Bento, onde se estaciona um autocarro, não é bonito aquele espaço e esse é o primeiro passo a fazer, organizar o trânsito nesse espaço; no fundo há muito trânsito em frente à estrada da vida e queremos tirar esse trânsito dali para que as pessoas possam caminhar à vontade”.

 

Maquete do projeto estará exposta

 

Xavier de Freitas não tem dúvidas de que a requalificação do S. Bento das Peras, cujo projeto já foi apresentado publicamente, “vai engrandecer muito este espaço”. “Quantas mais pessoas temos a pé, mais temos de as defender, não pode ser as pessoas andarem no meio dos carros, que é o que está a acontecer neste momento”, justifica. A obra vai permitir a criação de mais 70 lugares de estacionamento numa primeira fase e posteriormente será criada outra área para estacionar veículos, num terreno que, entretanto, foi cedido à Confraria e que, por essa razão, o projeto ainda não está elaborado. Já o parque de pesados terá espaço para receber sete autocarros. “O projeto é muito bonito e vai ser exposta a maquete no S. Bento para as pessoas irem vendo aquilo que se vai fazer, o projeto já é público, já foi apresentado, mas sofreu algumas melhorias, porque quem está no terreno sente aquilo que é mais importante”, realça Xavier de Freitas, deixando a garantia que “as obras não são para parar, enquanto estiver na Confraria e enquanto houver parceiros amigos e benfeitores, assim como a Câmara Municipal, que tem dado uma ajuda muito importante”. “O senhor presidente da Câmara tem estado sempre connosco, inclusive nesta obra que se vai iniciar, e quando se fizer esta obra já temos o projeto a avançar para o passo seguinte, que será o edifício que será feito naquele espaço onde está o parque de merendas neste momento. O S. Bento é de todos e para todos, mas temos de criar sempre mais e melhores condições; é uma obra que as pessoas vão adorar”, argumenta o responsável.

O reitor do Santuário, padre Cândido Magalhães, está em sintonia com a importância destas obras. “Não somos nós que queremos, a afluência das pessoas é que nos obriga a fazê-lo. Quem chega ao S. Bento a sensação que dá é que se mete num funil e devia ser o contrário, chegar ao S. Bento e deviam sentir um espaço que se abre”.

O sacerdote não tem dúvidas de que a afluência ao recinto tem vindo a crescer: “Tenho gente que vem de Lisboa, de Setúbal, da Figueira da Foz, de Abrantes, que me ligam a dizer que vêm cá, isto a mim dá-me um gozo enormíssimo; significa que o S. Bento das Peras tem voado, tem chegado longe, não só a nível nacional, tenho tido gente que veio de Valladolid, Espanha, a visitar o S. Bento e isto obriga-nos a pensar… não somos nós, por capricho, que queremos fazer obras, mas ao darmos conta que temos um número que vem crescendo de peregrinos, de visitantes, de forasteiros, temos de pensar nas obras. O mais importante é darmos conta da necessidade que temos de criar espaços dignos, cómodos, que satisfaçam aqueles que nos visitam, porque o S. Bento é uma casa para todos”.

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