Marco Martins com prova de superação no Heading SouthWest

Ultramaratonista BTT vizelense fez 1 000 km, gastando cerca de 46 horas para o percurso.

O Heading SouthWest, ou “Rumo ao Sudoeste” é um grande desafio de ciclismo de aventura em Portugal numa só etapa e que foi ultrapassado com sucesso pelo ultramaratonista BTT vizelense Marco Martins.

Percurso com cerca de 1 000km e 18 000M de subida em autonomia total dos participantes. Em 2025, os bikepackers enfrentarão as paisagens duras, mas bonitas, do Norte de Portugal, com início e final em Aveiro. Para o vizelense foi mais uma vitória, numa jornada de emoções, com balanço feito no final. Tudo começou no passado dia 07 (sábado) pelas 06h00, dando a organização até ao final do dia 12 para a conclusão dos participantes, mas Marco Martins conclui os 1 000 km, no dia 09 (segunda-feira) às 04h00, gastando um pouco mais de 46 horas para o percurso.

Depois de percorrer os primeiros 34km neutralizados foi dada a partida oficial. “Rapidamente o grupo se desfez e optei por manter o meu ritmo e não tentar perder de vista os da frente”, começa por contar Marco Martins. No início da subida para a Torre, na Serra Estrela, aos 180km já tinha recuperado até o 3° lugar e depois de uma paragem rápida para abastecer no Sabugueiro passei para segundo.

Ao fim da tarde chegou ao CP 1 em Linhares com 273km feitos, a cerca de meia hora do primeiro. Já ao início da noite, no “sobe, desce, passa a raposa, passa o coelho, passa o javali, festa de finalistas no CP 2 aos 480km”, às 04h00 chegou já primeiro lugar.

Ao nascer do dia, Marco Martins já tinha passado Boticas (525km) e estava a entrar no Gerês. Em Pitões da Júnias (565km, 08h00) fez mais uma paragem rápida, “o calor obrigava a mais paragens para abastecer água em Castro Laboreiro (620km, 10h45). A chegada ao CP3 foi no Soajo, aos 657km, às 12h30. “Neste segundo dia as paragens foram uma constante por causa das temperaturas perto dos 40°C, Ponte da Barca, Amares, Cabeceiras de Basto, paragens para comprar água, gelo, gelados”, conta.

Em Amarante, já com 826km percorridos, às 20h00), tinha previsto parar, mas teve uma surpresa: “Festas de São Gonçalo, hora da procissão e eu tinha de passar a ponte contra a maré, optei por adiar a paragem para Marco de Canaveses onde cheguei por volta das 21h00 com 844km”. Nessa altura Marco Martins tinha já uma diferença de 120km para o segundo classificado.

Na segunda noite teve algumas surpresas, na zona de Vale de Cambra, já a fazer 920km, às12h30 e Sever do Vouga (935km, 13h30). “As subidas não eram longas, mas com inclinações que faziam doer as pernas. Os últimos km faram mais fáceis, planos e com uma brisa contra”, destaca. Foi o primeiro a chegar ao ferry a São Jacinto com 46h03 de prova e 991km feitos, teve de esperar pelas 06h30, pelo primeiro ferry e percorrer os últimos 13km, que já eram neutralizados. “Ainda deu para dormir uma hora na sala de espera do ferry”, conta.

Para Marco Martins este foi um bom teste para a participação no Transpyrenees – Transibérica Ultracicling, que se iniciará a 29 deste mês. Depois de duas desistências nas provas anteriores, o vizelense quer agora terminar, mas sempre na expetativa de conseguir algo mais.

 

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