Luísa Araújo lança livro “MAI - O caminho de regresso a ti”

Ligada ao mundo da astrologia e presença regular no RVJornal, Luísa Araújo apresenta o seu primeiro livro, uma obra que reflete o seu percurso pessoal e profissional e que promete ajudar leitores a reencontrarem-se consigo próprios.

Em entrevista à Rádio Vizela, a autora partilha o seu caminho, os desafios e a mensagem que pretende deixar.

 

Quem é Luisa Araújo?

Sou mãe, mulher, terapeuta e, durante muitos anos, fui cabeleireira. Neste momento, sou mentora de mulheres. Ajudo mulheres a encontrarem o seu lugar, o regresso a si mesmas. Considero-me um guia de muitas mulheres.

Como aconteceu a transição de cabeleireira para mentora?

Foi tudo muito subtil, nada planeado. Trabalhei cerca de 20 anos como cabeleireira em Vizela, mas as terapias e a astrologia sempre fizerem parte da minha vida, desde pequenina. Este mundo da astrologia, de querer saber porquê é que estamos aqui, o que é que nos espera, qual é o nosso propósito, o que é que estamos cá a fazer… sempre foi uma coisa que mexeu muito comigo (…) Sempre fui muito autodidata e sempre tive muita facilidade em expressar-me e sempre fui boa comunicadora; sempre gostei de falar bastante; e o cabeleireiro acabou por ser a minha base: trabalhar com mulheres, ouvir histórias… sempre me fascinou.

Passei por um período difícil na minha vida e quis perceber porque continuava a atrair o mesmo tipo de situações. Fiz formação em astrologia para autoconhecimento, nunca com o intuito de trabalhar na área. (…) E a palavra começou a passar, de forma muito natural: foi o passo a palavra, o amigo do amigo. Mantive o salão e comecei a trabalhar na parte das terapias. Fiz mais formações, porque este mundo é um mundo de desenvolvimento. Costumo dizer que esta parte das terapias é como uma cebola, tem muitas camadas: começamos por uma, depois desperta mais outra e vamos sempre à procura. Durante cerca de 10 anos, mantive o salão a full-time e as terapias a part-time. Aluguei um consultório e trabalhava aos domingos e segundas-feiras, e à noite. (…) Interiormente eu sentia-me realizada e, por isso, mantive durante esse tempo estas duas profissões.

Houve um momento decisivo para essa mudança?

Antes da pandemia, comecei a sentir dores no corpo e não havia disgnóstico claro. Até que, na altura, ouvi o diagnóstico de fibromialgia. Nesse momento, comecei a pensar seriamente em ter de optar, porque com as dores no corpo começava a ser difícil estar tanto tempo de pé, estar no salão tantas horas… muitas vezes falhava-me a força no braço. Entendi isso como um sinal para abrandar. Fui piorando, mas fui tentando equilibrar. Contudo, chega a pandemia e, com ela, fechou tudo. O meu único contacto com as redes sociais era aqui na Rádio, quando vinha todas as segundas-feiras fazer o programa. Não estava habituada sequer a fazer um direto, nunca tinha atendido ninguém online… era tudo uma novidade. Nessa fase, questionei-me, porque eu sabia que ia ter um ano excelente; olho para o meu mapa astral, todos os anos faço o meu retorno solar e, por isso, sabia que ia ter um ano excelente para trabalho, para ganhos… e deparo-me com tudo fechado. (…) Olhei novamente para o meu retorno solar e percebi que tinha de mudar a minha forma de atendimento. (…) E então eu começo a fazer os diretos, as pessoas sentem uma conexão muito grande comigo e começam a pedir-me consultas; e eu não tenho mãos a medir em consultas. E depois, uma coisa muito interessante: tinha imensas terapeutas a pedir-me formação, que gostavam da forma como fazia as leituras em direto e perguntavam-me se eu dava formação. (…) Ainda hoje digo que a pandemia foi a melhor época da minha vida. Quando pudemos voltar ao trabalho presencial, defini que não ia abrir mais o salão a tempo inteiro. Passou o salão para part-time e as terapias para tempo inteiro. E defini que até o mês de setembro, fecharia o salão. Passado um mês, tinha o salão fechado. Não me custou. Tive muita gente que me disse ‘Vai fechar o salão, também com esta crise que veio na pandemia’ e eu sempre disse ‘não, eu continuo com os mesmos clientes; só que vou focar no desenvolvimento pessoal’. Muita gente acha que, na altura, fechei o salão porque foi a crise e a pandemia; mas não foi nada disso (…) E foi assim, de forma muito calma, que fechei o meu salão. Foi um dia em que eu disse, fecho esta porta, mas com alegria, porque o meu propósito foi concluído com sucesso na parte do cabeleireiro. E isto foi uma rampa de lançamento para conhecer mulheres e histórias. Foi fantástico. Foi uma transição muito simples. Não foi fechar a porta e abrir outra; foi um caminho muito sabe e que, depois, automaticamente, por si só, tomou a decisão.

 

Um método que nasceu em tempos de incerteza

Como nasce a ideia do livro “MAI – O Caminho de Regresso a Ti?”

Este método nasceu durante a pandemia. Observei o meu mapa, sabia que tinha ali um potencial naquele ano, mas tudo fechou. ‘Como é que vou desenvolver este potencial?’ Foquei-me no meu mapa, no meu retorno solar, estive a perceber que caminhos eram esses, o que é que estava aqui a travar. Desenvolvi este método para mim. ‘Como é que vou trabalhar nisso? Como é que vou trabalhar o meu ser, o meu expressar? Como é que vou trabalhar na minha visibilidade? Porque tenho vergonha de aparecer nas redes. Como é que vou fazer um direto? Toda a gente me vai ver. O que é que vão achar?’ (…) Depois começo a ficar muito conhecida em grupos de mulheres, e começo a ser convidada para fazer palestras em grupos de mulheres, abrir eventos de norte a sul do país.

Num evento, alguém me perguntou: ‘Não tens um livro sobre o teu método?’ E aquilo ficou na minha cabeça e eu pensei: faz sentido. (…) Decidi escrever, com histórias reais de cinco mulheres e também partes da minha história. Num curto espaço de tempo, o livro estava feito. Enviei para diversas editoras, responderam-me e escolhi aquela que foi a Atlantic Book, porque senti que estava mais alinhada comigo. Fechamos o contrato, começamos a trabalhar e agora está aqui o livro.

Em que consiste o método apresentado no livro?

É um método de alto impacto baseado em cinco pilares: ser, expressar, conectar, assumir e expandir. Este livro é para quem se sente um pouco perdido e quer conhecer-se melhor e trabalhar a sua essência. Este livro tem exercícios fantásticos, onde é um bocadinho da transformação que podem começar a fazer na vossa vida. Conta a história de cinco mulheres, mulheres reais. Não são histórias para ser bonito. São história de mulheres comuns, com histórias também comuns, e que passaram por desafios; faziam tudo para agradar os outros, e esqueciam-se delas, dos sonhos delas e daquilo que elas gostavam.

É um livro transformador e que, qualquer pessoa que o tenha nas mãos, sente, desde logo, a vontade de querê-lo ler até ao fim, porque vai rir de histórias que aqui conto, mas acredito que também vai chorar, porque tem passagens minhas, e destas cinco mulheres, passagens impactantes na vida delas.

Este livro é humano. Não escrevi um livro para ser bonito. Escrevi um livro conectado comigo, com as clientes que atendo, e que é transversal a toda a gente.

Qual foi o maior desafio na escrita?

Escolher as histórias. Tenho centenas. Queria incluir toda a gente, mas tive de escolher cinco; e cinco é o meu número de vida. São mulheres que, além de clientes, se tornaram amigas. São de profissões completamente diferentes. (…) Temos de prezar pela qualidade, não pela quantidade. Isso faz toda a diferença.

E o momento mais gratificante?

No início do livro, fiz uma dedicatória às pessoas mais importantes da minha vida. E, no fim, faço um agradecimento. Chorei quando escrevi este agradecimento, porque fiz um agradecimento aos meus ancestrais. Hoje, quando pego no livro e tenho a necessidade de ler, choro, porque foi o momento que disse: escrevi este livro, e é em honra àqueles que vieram antes de mim. Hoje sou esta história, porque eles vieram antes de mim; vim com as dores deles, com os desafios. E são essas dores e esses desafios que fizeram a Luisa que sou hoje.

 

Uma mensagem de regresso à essência

Qual é a principal mensagem do livro?

A mensagem é simples: não precisamos de mais nada para começar. Precisamos apenas de regressar à nossa essência, ao nosso centro. Tudo o que precisamos já está dentro de nós. Não procurem fora, porque tudo nasce de dentro para fora. Nascemos com tudo o que precisamos para evoluir, para crescer e para dar à sociedade. (…) Ao lerem este livro as pessoas vão ficar mesmo com essa clareza: está tudo dentro de nós. (…) Pode parecer cliché, mas este livro vai mostrar isso mesmo; toda a gente que o tenha nas mãos e que o leia, vai ficar mesmo com essa clareza. Não é uma frase feita, é mesmo a realidade do livro.

Quando e onde será possível conhecer melhor a obra?

Estarei na Feira do Livro a 10 de junho, em Lisboa, A 24 de junho haverá apresentação em Lisboa, na Livraria Martins.

Mais próximo; dia 19 de abril, em Guimarães, no Hotel Santa Luzia. Vai ser uma tarde onde vou ter as pessoas que mais amo junto comigo e onde espero também pelas pessoas. Será uma tarde de alegria, uma tarde de conexão. E poderão ver, na primeira pessoa, o brilho nos meus olhos de que, isto nasceu mesmo cá de dentro e é algo transformador.

Onde pode ser adquirido o livro?

Pode ser comprado diretamente comigo, através do Instagram, ou em plataformas como Fnac, Wook e Atlantic Books, além de livrarias.

Até 19 de abril, 15% do valor das vendas diretas a mim, será doado aos Bombeiros Voluntários de Guimarães.

Este é o seu primeiro livro. Haverá mais?

Não sei. Confio muito no que o universo tem para mim. Nunca pensei escrever este livro. Estou aberta ao que o universo me trouxer. Sei o que quero: trabalhar só com a parte da astrologia, astrologia sistémica. Ajudar a despertar consciências que, nós somos mais do que aquilo que, muitas vezes, nós rotulamos para nós. Somos muito mais do que isso. Faço mentorias, dou formações e dou palestras e é isso que me fascina. O que vier é por acréscimo e, portanto, só Deus sabe o que é que vem por aí.

Que conselho deixa a quem sente que precisa de “regressar a si”?

Regressei a mim, na pandemia; e, por isso, é que me faz sentido colocar este título/subtítulo aqui. Nós, na vida atarefada que temos no dia a dia, nunca regressamos a nós. (…) A vida é uma constante correria e não temos tempo para nós. O concelho que dou: tirem 10 ou 15 minutos por semana e regressem ao vosso centro; coloquem as mãos no coração e pensem ‘O que é que estou aqui a fazer? Estou aqui a viver por mim ou estou aqui para agradar aos outros?’.

Lembrem-se que não estamos cá para sempre. Aproveitam esta viagem aqui na Terra: é muito bonita.

 

Entrevista que pode ouvir na íntegra em: https://www.mixcloud.com/Radiovizela/especial-informa%C3%A7%C3%A3o-entrevista-a-lu%C3%ADsa-ara%C3%BAjo-livro-o-m%C3%A9todo-de-alto-impacto/

 

PUB___