Joaquim da Costa Chicória evocado este sábado em concerto
Encerra este sábado, 08 de novembro, a 6ª edição do Festival Música no Termo, em Olivais (Lisboa) com organização do maestro vizelense Joaquim Ribeiro e presença da música do compositor Joaquim da Costa Chicória.
“Quando, em 2019, criámos este projeto, queríamos garantir a construção de um corredor permanente de oferta de música clássica de qualidade no termo norte de Lisboa, que, não só promovesse de forma ativa a descentralização da cultura na capital, como também contribuísse para aproximar o cidadão comum do relevante conjunto patrimonial e museológico aí existente”, afirma Joaquim Ribeiro, em texto enviado no RVJornal. Mas não só: “Com o Música no Termo, a nossa identidade comum passou a ser a verdadeira protagonista. Ao longo das diferentes programações, a música tem funcionado como elo de ligação a momentos concretos da nossa História. Fazemo-lo porque sentimos um profundo orgulho no que é nosso. Fazemo-lo por considerarmos ser o melhor caminho de aproximação do cidadão à herança que a todos toca”,
A edição 2025 do Música no Termo não poderia deixar de contribuir para a consolidação destas premissas. Este ano, o festival que arrancou em setembro encerra este sábado, com a Banda Filarmónica União e Capricho Olivalense. Será um concerto particularmente especial porque é a primeira vez que o Música no Termo chega à freguesia dos Olivais e se apresenta na histórica sede da Sociedade Filarmónica União e Capricho Olivalense. “Para que o programa possa constituir a promessa de um momento inesquecível, não poderíamos deixar de evocar duas grandes personalidades da nossa galeria histórica, Joaquim da Costa Chicória, do qual se celebram este ano os 150 anos do nascimento, e Adácio Pestana, que, se fosse ainda vivo, completaria em 2025, 100 anos”, adianta Joaquim Ribeiro.
Como vizelense e autor do livro “Joaquim da Costa Chicória - Vida e Obra (Estudo Preliminar)”, o maestri sente-se “particularmente feliz por trazer a Lisboa este conterrâneo”. “Para além de maestro e músico, Chicória destacou-se, como é sabido, pela composição de um amplo acervo de obras que circularam de forma regular pela grande maioria das bandas existentes em Portugal, que somam um número aproximado de 7 centenas e meia, tendo sido igualmente apreciado e tocado fora do nosso país, o que só nos pode honrar”, acrescenta.
Este sábado, 08 de Novembro, a partir das 18h00, a Banda da S.F.U.C.O. brindar-nos-á, como obra de encerramento do concerto, o Passo Dobrado “A despedida”, peça que consta do seu arquivo histórico. Como acontece em todos os concertos, a apresentação será de Jenny Silvestre, que irá focar o percurso das bandas filarmónicas mas também memóriado Compositor Joaquim da Costa Chicória. “Sintam-se convidados”, remata Joaquim Ribeiro.





