Dinis Costa: “Pornográfica novela sensacionalistaâ€
é o que vem dizer Dinis Costa, antigo presidente da Câmara Municipal de Vizela, em comunicação enviada à nossa redação esta terça-feira, em reação às notícias da última quinta-feira, dia 10 de novembro. A Rádio Vizela citou a notícia publicada pelo Jornal de Notícias, que dizia que a juíza de instrução do Tribunal de Guimarães havia decidido que Dinis Costa irá a julgamento por dois crimes de peculato e peculato de uso.
Recorde-se que o processo já havia sido notícia na Rádio Vizela em março de 2021, aquando da acusação do Ministério Público, que imputava ao ex-autarca a utilização de recursos do Município em seu próprio interesse e pedia a devolução de quase 176 mil euros ao Estado. Na altura, a Rádio Vizela ouviu Dinis Costa, que afirmou sentir-se “indignado pelas acusações maquiavélicas” de que estava a ser alvo, afirmação que voltamos a reproduzir na última quinta-feira, quando fora notícia a decisão que resultou da Instrução.
Cinco dias depois, o ex-autarca vem a público acrescentar o seguinte: “Cobardemente fui vítima de uma denuncia anónima, que me acusava de usar os automóveis e cartão de crédito da Câmara Municipal de Vizela, para ir ter encontros com “amantes”. Dissemina a notícia que fui acusado por esse facto, é falso, o Ministério Público não me acusa nesses termos”. Recorde-se que o JN escrevia na última quinta-feira, afirmando citar o despacho de pronúncia, que Dinis Costa fazia “uso das viaturas a título particular levando sempre uma das viaturas para casa e deslocando-se nas mesmas aos fins de semana e até para encontros com amantes”. O antigo presidente da Câmara Municipal vem agora dizer que “no despacho de pronuncia também nada refere sobre as putativas amantes, contudo, os meios de disseminação de desinformação em Portugal, alardeiam esse facto, o que significa que não leram sequer a acusação, limitaram-se a difundir o que as vozes dos donos lhes ordenam, procuram o sensacionalismo barato e mentiroso, à custa de qualquer pessoa e da sua imagem, numa pornográfica novela sensacionalista”. Considera Dinis Costa que “a óbvia ligação destes órgãos com o poder instalado na cidade de Vizela resulta numa cabala promovida pelo governo sombra português, nomeadamente os mal-intencionados maçons e senhores do grande poder sombra em Portugal”.
“Porque é que têm especial interesse em Dinis Costa e em Vizela?” questiona, para logo de seguida responder: “é simples, a degradação da qualidade política dos seus intervenientes em Vizela, o medo, a fraca qualidade dos políticos vizelenses atuais e a impossibilidade de se vislumbrar uma opção viável pós 2025 ou 2029, as ligações ao poder privado e de opressão dos mais fracos, a “compra de pessoas com pequenos lugares e cargos”, com trabalhos precários até. Isto gera um clima de medo nas cidadãs e cidadãos vizelenses, ludibriados também com sorrisos fáceis e curvaturas da coluna que se assemelham a um qualquer invertebrado sem espinha dorsal e que goza de uma pequena imunidade temporária”.
Dinis Costa afirma ainda aguardar “serenamente pela marcação do julgamento, para contestar a acusação, certo de que a mesma será novamente refutada com a verdade”. “Aliás, é curioso o Sr. Juiz de Instrução Criminal manter a acusação pronunciando-me, por eu viajar num automóvel em direção a norte e na mesma hora me deslocar noutros automóveis em direção a sul, tudo porque o Sr. Juiz não quis ouvir as testemunhas que eu indiquei”, escreve ainda. “Naturalmente, após as notícias falsas que vieram a público, todas as entidades que as divulgaram, a seu tempo serão alvo de processos judiciais e por serem consideradas caluniosas e difamatórias e com várias falsidades, serão comunicadas à ERC e demais entidades competentes”, afirma depois Dinis Costa, acrescentando: “Não me assustaram, não me assustarão, e até que não tenha voz não me calarão nunca. Medo e intimidação também não me conseguirão provocar, aliás, estas tentativas de denegrir a minha imagem apenas são um reflexo de que algo de muito estranho se passa na política vizelense que, a seu tempo, todos os vizelenses ficarão a conhecer”.
Dinis Costa termina, referindo o seguinte: “A minha obra e o meu legado enquanto vizelense e Presidente de Câmara não serão esquecidos, dos 11 milhões de euros para a Praça da República [obra inaugurada, juntamente com a requalificação do Jardim Manuel Faria, em maio de 2021 e que, segundo a Câmara de Vizela custou 1.843.085,00 euros] , dos 23 milhões para o antigo Ciclo de Vizela, Escola Secundária entre várias outras. Não conseguirão desfazer o que está feito e assim perdurará no tempo e na memória de todos, não cobro nada do que fiz, mas, perante as atuais circunstâncias não poderia deixar de relembrar e deixar a pergunta no ar, «a que presidência podem ser atribuídas as mais estruturais obras e candidaturas a fundos comunitários que serviram para obras futuras?”.






