Carlos Santos acaba época com acidente aparatoso no Algarve

Piloto de Vizela lamenta ter sido sofrido as consequências de um desentendimento entre outros pilotos

Não foi o final de época esperado para Carlos Santos, que no Algarve participou no Classic Festival. Pela primeira vez ao fim de muitos anos, não contou com a presença do seu pai, Carlos Alfredo Santos, na pilotagem do carro. Recorde-se que esteve acompanhado por José Eduardo Forte, um piloto consagrado, com uma vasta experiência em Ralis Históricos.

Apesar das grandes expetativas que ambos tinha, não conseguiram concluir a prova, por culpa de terceiros. Tudo aconteceu na segunda corrida, integrada no Historic Endurance onde competiam viaturas da classe H71 é H76, quando o piloto de Vizela se viu envolvido num acidente à terceira volta. Na altura Carlos Santos disputava posições a meio da tabela, ultrapassando dois pilotos. Em plena reta da meta, estava na sua trajetória quando os outros dois pilotos se desentenderam e o piloto do Porsche 914, após um toque no Escort, entrou em pião embatendo na lateral direita do Escort de Carlos Santos, que perdeu o controlo do carro, embatendo no muro das boxes com bastante violência.

Carlos Santos não esconde o desalento, porque tinha esperanças em fazer uma boa prova. “O carro estava muito bom, estávamos com uma expectativa bastante grande. Houve um desentendimento entre dois pilotos na reta da meta, eu já os tinha ultrapassado. Desentenderam-se, mas fui eu que acabei no muro das boxes, fiquei um bocado combalido, até foi o meu primeiro acidente”, conta

Lamenta os acontecimentos, uma vez que o lema das provas do Historic Endurance, defende o não contacto entre estas viaturas históricas. “Foi um fim de prova muito inglório, não havia necessidade nenhuma de ter acontecido o que aconteceu, até porque nós estávamos dentro da prova, tinha começado há 5 minutos, ainda faltavam 45 minutos até ao fim, e, portanto, não havia necessidade absolutamente nenhuma de arriscar tanto conforme arriscaram, não deveria ser assim, porque nos clássicos não é esse o espírito”.

Saiu pelos seus próprios meios do acidente, seguindo para o centro médico para ser examinado, uma vez que o embate foi muito forte. “Por descargo de consciência, fui transportado para o centro médico, fizeram um check-up muito rápido e viram que estava tudo bem. Só ao fim de dois dias comecei a sentir as dores do acidente, tive dores fortes no pescoço, algumas dores na anca”, destaca.  Não esconde o desagrado pela atitude dos pilotos envolvidos no acidente: “Fui chamado ao colégio de comissários para tentar perceber o que teria acontecido, e um deles, não teve a humildade de me perguntar se eu estava bem, se havia algum problema ou desculpar-se, de certa forma nada, simplesmente não me dirigiu a palavra. O outro piloto, estava inscrito noutra prova e, portanto, não teve oportunidade de falar comigo.

 

Próxima época poderá estar comprometida pelo acidente

 

O acidente no Algarve causou graves prejuízos no Ford Escort de Carlos Santos, levará a equipa a repensar a sua presença nas competições do próximo ano, devido a questões financeiras.  Entretanto a equipa de mecânicos já tenta dar conta dos estragos “O carro sofreu danos bastante avultados no eixo exterior, chapa, suspensão à frente. No entanto, temos uma equipa extraordinária e na segunda-feira, logo a seguir à prova, o carro foi encaminhado para a oficina e eles já estão a começar a recuperar o carro, estamos já a recuperar tempo perdido para tentar melhorar e motivar-nos para voltarmos no próximo ano. Algumas peças podem ser recuperáveis, o que não for recuperável vai exigir um esforço financeiro bastante grande, mas, um dia de cada vez, vamos tentar novamente pôr o projeto em cima para o próximo ano”, destaca Carlos Santos.

 

 

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