Avicella reuniu seis mulheres numa conversa sobre natalidade
A Associação Cultural Avicella realizou este sábado, 14 março, a atividade "Vidas que também são nossas", no Auditório Municipal Francisco Ferreira.
A iniciativa reuniu seis mulheres de diferentes gerações para um diálogo intergeracional, onde foram partilhadas experiências de vida, desafios e reflexões sobre a natalidade em Portugal nos dias de hoje. Participaram na conversa Glória Almeida, Ermelinda Guerra, Leonor Monteiro, Lina Guimarães, Fátima Chale e Salomé Ferreira.
Maria José Borges, presidente da Avicella, revelou como surgiu a ideia de juntar diferentes mulheres numa conversa sobre a natalidade. “Quisemos abordar a natalidade e quisemos abordar a mulher em si. Nós estamos na semana em que comemoramos o Dia Mundial da Mulher e eu também, enquanto mulher, enquanto mãe, consigo perceber na primeira pessoa o quão fantásticas nós somos. Temos que dizer isto com muito orgulho porque, efetivamente, nós fazemos o tempo esticar, não há volta a dar e eu acho que esta homenagem é mais que merecida. Eu só tenho dois filhos e sei o que isto rende na minha vida. Ser mãe de seis, de sete, de cinco, de três, que seja, na vida atual, há de ser, de facto, uma coisa fantástica, um desdobrar-se em 500 mil mulheres ao mesmo tempo”, afirmou.
A necessidade de trazer mulheres de diferentes gerações foi uma questão de perspetiva, como refere a presidente. “A perspetiva de ver a vida é necessariamente diferente porque uma coisa é estarmos nos anos 1900 e qualquer coisa a ser mães, quando a mulher não tinha o relevo profissional que tem. Agora, se calhar, damos mais ênfase à parte profissional e, portanto, era um bocadinho perceber as diferentes perspetivas”.
A Associação espera que esta conversa tenha gerado sensibilização na comunidade local. “Sensibilizar primeiros os filhos para com as mães e a sociedade em si para com as mulheres”, acrescenta Maria José Borges.
Relativamente à escolha das seis mulheres que participaram nesta conversa, a presidente da associação menciona que foram tendo conhecimento de mulheres que “realmente se evidenciavam de algum modo pelo número de filhos que tinham”.
Maria José Borges adiantou que as próximas atividades da Associação ainda estão a ser desenvolvidas. “O ’Venha tomar café connosco’, ainda não tem data precisa, mas será por aí. Estamos também a tentar fazer um ‘Eu conto, tu contas, ele conta’ a pedido de algumas famílias, entretanto, temos ainda a agenda em aberto, não fechámos necessariamente tudo”, concluiu.







