Acesso à habitação e ao emprego são bandeiras do BE

Nuno Vale será o candidato ao Bloco de Esquerda (BE) à Câmara Municipal de Vizela nas Eleições Autárquicas de 12 de outubro. Trata-se da primeira vez que o militante bloquista assume este desafio político no concelho.

 

À Rádio Vizela, o candidato explicou as razões que o levaram a aceitar este desafio: “Estou em Braga, mas acompanho atentamente a realidade de Vizela. Sentimos que esta é uma boa oportunidade, sobretudo pela ausência tanto do Partido Socialista como de outros partidos mais à esquerda. Para mim, é também um desafio pessoal, agora que estou mais ligado à vida política. Com o aval do Raúl Peixoto, que tem experiência e já foi candidato em várias ocasiões, aceitei avançar”.

O candidato sublinhou ainda a importância da pluralidade democrática: “Queremos que os vizelenses sintam que existe oposição, que há outros partidos atentos à vida do concelho. Não podemos simplesmente deitar a toalha ao chão. Queremos lutar pelo nosso espaço, com as nossas ideias e prioridades, porque não nos revemos no atual executivo camarário”.

Entre as principais ‘bandeiras’ da candidatura, Nuno Vale destacou a habitação, o emprego, a saúde e as respostas sociais. Para o candidato, a habitação no concelho é insuficiente, o emprego encontra-se estagnado e a falta de oportunidades obriga muitos jovens a procurarem futuro fora de Vizela. “É preciso atrair empresas, criar novos postos de trabalho e estimular a economia local”, frisou.

Na área da saúde, lembrou que Vizela perdeu valências que possuía no passado: “Há 30 ou 40 anos tínhamos um hospital e um centro de saúde capazes de responder às pessoas. Hoje, muitos vizelenses têm de recorrer a Guimarães para serem atendidos, seja em serviços públicos, seja em privados”. O candidato defendeu igualmente mais investimentos em creches, infantários e lares, argumentando que não basta “dar um cheque aos jovens que nascem em Vizela”, mas sim “criar uma infraestrutura robusta que apoie as famílias”. 

A cultura e o turismo são outros eixos da proposta do BE. Nuno Vale criticou a atual gestão das Termas de Vizela, que considera “esquecidas e reféns de uma empresa espanhola que não lhes tem dado o devido valor”.

Na mobilidade e requalificação urbana, o candidato também apontou falhas. “Não basta requalificar estradas a dois meses das eleições ou fazer ciclovias limitadas. Há passeios degradados e freguesias esquecidas, onde é perigoso andar a pé”, afirmou.

Sobre o património, mencionou: “É preciso decidir o que se quer fazer com o castelo: se é um museu de motas antigas, ou se é para implementar, por exemplo, um espaço multicultural”.

Para Nuno Vale, a candidatura do BE representa uma alternativa. “Temos várias ideias, agora é uma questão de divulgar, de falar com as pessoas, perceber o que é que elas sentem, o que é que elas querem e precisam para a cidade de Vizela; e fazer o melhor que pudermos”, concluiu.

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