Vizelense Carina Flor lança primeiro livro de poemas

Chama-se “Arritmias – Poemas e outras Intermitências”.

É vizelense, atualmente reside em Vilar e, em tempos, habituou-nos a vê-la em saraus de poesia, exposições e outros eventos culturais. Aliás, participava ativamente, mas indiretamente porque, a poesia que escrevia dava a ler a outros. “Houve sempre quem dissesse poesia por mim, quem lesse os meus poemas. Eu não sou dotada dessa capacidade de recitar, de ler em voz alta”, justifica. “Dizer poesia é uma responsabilidade muito grande e eu sempre deixei isso para quem sabe, e eu não sei”, entende Carina Flor Araújo. Quem a conhece, sabe que evita todas as situações que a possam expor de alguma forma. “Não me sinto confortável nesse papel. Sim, durante algum tempo tive frequência assídua em saraus, exposições e outros eventos onde a poesia e arte se cruzavam. Escrevi sobretudo para exposições de pintura, em que a tela era o ponto de partida para o poema”.

Habituou-se a ouvir da mãe que escreve poesia desde o tempo de infância. “A partir do momento em que aprendi a escrever, todos os dias trazia uma frase ou uma quadra, acompanhada de uma flor dos campos por onde passava, para oferecer à minha mãe”, lembra a escritora, que nunca pensou em editar. “Eu não escrevo “para”, eu escrevo “porque””. “Eu nunca me sentei para escrever um poema. Eu corro para encontrar um papel e uma caneta e poder escrever o poema que chegou de assalto. Tenho muitos versos guardados, mas arrisco dizer que, uma boa parcela dos meus versos, ficaram por aí, num papel rasgado, num parque, num café, num bar, num festival…”, diz Carina Flor Araújo.

Este é o seu primeiro livro. Nunca fez sequer uma edição de autor. “Nunca tinha enviado nada para lado algum. E tudo isto foi um verdadeiro impulso. Não tive muito tempo para pensar sobre o que estava prestes a fazer”. No dia 30 de agosto, verificou que uma amiga, que há muito reclamava um livro se, a identificou numa publicação, na página Poesia Fã Clube, nas redes sociais. Nessa publicação, lia-se: “Publique o seu livro de Poesia ainda durante o Verão!” Contudo, o prazo para o envio das propostas terminava no dia seguinte, à meia-noite. “Achei interessante, mas a negação foi imediata, uma vez que achei que teria pouco tempo para organizar um livro. Eu não tinha nada pronto, porque nunca tive essa intenção. Mas, no dia seguinte, peguei no computador (como os pequenos tinham saído com pai para visitar os avós) e o livro aconteceu. Ele não estava já pronto. Mas, hoje, estou certa de que ele estava já pensado há muitos anos. De onde veio a coragem? De muitos lugares: dos filhos, queria deixar uma herança bonita a cada um, da idade, achei que estava na altura de permitir que o meu trabalho fosse “avaliado”, da família e dos amigos - frases como “quando é que sai um livro?” eram frequentes e nunca tiveram resposta - e da minha necessidade. A poesia é sempre uma resposta a uma necessidade”, afirma a escritora.

O prefácio é de Conceição Lima. “É e sempre será uma madrinha no mundo da poesia”, diz Carina Flor Araújo. “Ninguém, melhor do que ela, conhece tão bem a minha poesia e o meu percurso. É uma mulher que percebe a minha poesia para além do verso. Ela consegue encontrar-me em cada recanto do poema. E faz isto sem sequer estabelecer um contacto social comigo”.

A escritor aguarda que lhe sejam entregues alguns exemplares do livro, que poderão depois ser levantados na “HC Araújo”, no Fórum Vizela. “Embora eu prefira entregar em mãos e com o acompanhamento de um café”. Podem, ainda, encontrar o livro à venda online, diretamente com a editora, em formato físico e em e-book, através dos links: Livro: https://poesiafaclube.com/store/carina-flor-arritmias-poemas-e-outras-intermitências. Ebook: https://poesiafaclube.com/store/arritmias-poemas-e-outras-intermitências-de-carina-flor, ou na Loja no Facebook: www.facebook.com/poesiafaclube/shop/.

Este é um excerto de uma notícia que pode conferir ao pormenor amanhã, no RVJornal.

 

 

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