Verde Esperança

Hélder Freitas

2024-07-04


As equipas profissionais que acompanhamos, na Rádio Vizela e no RVJornal, estão próximas de regressarem ao trabalho na máxima força. O Moreirense inclusive já iniciou os trabalhos com três reforços, numa clara aposta de continuidade, apesar de se saber que mais gente deverá sair até ao início do campeonato, tanto mais que o mercado está completamente estagnado muito por força do facto de estar em andamento o Campeonato Europeu de Futebol. O maior aliciante deste Moreirense, é perceber até que ponto é que César Peixoto vai conseguir rentabilizar os jogadores e a equipa como o fizeram os dois anteriores treinadores, se bem que em realidades e contextos diferentes. Paulo Alves fez um trabalho absolutamente fantástico no contexto da segunda liga, mas nunca jogou sozinho ou contra cones. Jogou com equipas que se reforçaram, que procuravam os mesmos objetivos, só que esse Moreirense, não deu a mínima hipótese a ninguém. Já na temporada finda, outro trabalho a todos os títulos fabuloso por parte de Rui Borges. Às vezes diz-se que um treinador é inteligente quando aproveita e bem que tinha sido feito até à sua chegada e dá continuidade. Rui Borges fez muito isto, só que a realidade era outra, era uma equipa que tinha acabado de subir para outro patamar. O treinador transmontano conseguiu pegar na espinha da equipa, reforçá-la com pinças, torná-la mais forte, defensivamente coriácea e dar-lhe claramente o seu cunho. Colocar em prática a sua perspetiva que passava sempre por uma organização ofensiva a toda a prova e ataque em organização sempre com risco muito calculado. Uma equipa que se adaptava facilmente a um adversário que construísse a dois ou a três, a adversários que quisessem ter bola, ou que preferissem dar bola… era um Moreirense que, salvo raríssimas exceções, nunca desiludiu os seus adeptos. Para esta temporada, regressa um homem que já passou pela casa cónega. César Peixoto tem alguns adeptos no panorama futebolístico nacional. Tem uma ideia do jogo apelativa e ofensiva, de posse, vertical e é arrojado. Este é o predicado maior do treinador vimaranense. Podemos dizer que ainda está em início de carreira, mas já podemos também dizer que é corajoso, é um técnico sem medos, que arrisca. Como em tudo na vida, umas vezes corre bem, outras nem tanto, mas faz parte da aprendizagem, do querer ganhar e isso acho que nunca poderemos criticar em César Peixoto: a vontade de querer ganhar. Vamos, por isso, preparar-nos para ver até que ponto é que esta segunda passagem de César Peixoto pelo comando dos cónegos será plena de sucesso como o seu carisma e discurso deixam sempre antever.