Uma Páscoa de reflexão sobre o futuro

Fátima Anjos

2021-04-01

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Editorial de 01 de abril


Esta será uma Páscoa diferente. Mas não deixará de ser uma celebração da vida. Porque ainda cá estamos e nos compete fazer dos nossos dias o melhor possível. E isso leva-nos também a refletir sobre aquilo que queremos para o futuro. 
Um futuro liberto das restrições que derivam de uma pandemia, que temos de suster o mais possível e isso significa que não aumentemos os nossos contactos nesta Páscoa, de forma a que as consequências possam ditar números que se traduzam em internamentos e, em última instância, em mortes, que possam ser a nossa ou a daqueles que dão significado aos nossos dias.
Por isso, celebremos a Páscoa, com os nossos, mas sem pôr em causa o futuro de todos.
Além disso, não estamos em condições de dar um passo atrás no plano de desconfinamento anunciado pelo Governo porque em causa está a sustentabilidade da nossa economia, já por si muito fragilizada para sobreviver a um novo “volte-face”. E quando falamos da sustentabilidade da economia estamos também a falar da sobrevivência de muitas empresas e famílias que, com o término das moratórias, verão o nó na garganta bem mais apertado a partir do mês que agora se inicia.

Os tempos continuam a ser de uma dureza extrema. Mas também de olharmos em frente e de nos permitirmos sonhar.
A Câmara Municipal de Vizela acaba de apresentar o projeto de requalificação do Castelo da Ponte que visa homenagear o passado ao mesmo tempo que transpõe para o futuro a concretização de um elemento que poderá diferenciar Vizela do ponto de vista da atração turística. Um projeto que também classifico como sendo muito ambicioso e que só terá condições de se tornar uma realidade com uma comparticipação financeira de nível comunitário. São conhecidas as verbas que serão atribuídas a Portugal no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência, ou seja, um envelope financeiro na ordem dos 16 mil milhões de euros, cujos eixos de ação vão sendo conhecidos. A requalificação do Castelo da Ponte poderá vir a ter um significado importante na coesão social do nosso território, fomentando também a resiliência económica do nosso concelho, onde predominam os micro e pequenos empresários, muitos deles ligados ao comércio e serviços, que muito teriam a ganhar com o reflexo do aumento da atividade turística. Ao mesmo tempo poderá ser feito deste projeto, um exemplo daquilo que se descreve hoje como sendo a “Transição Climática”, ou seja, imputando à sua requalificação elementos que possam diminuir ao máximo a sua pegada ecológica.

E ainda porque ninguém nos pode roubar a capacidade de sonhar, vivemos estes dias com o nosso FC Vizela no horizonte, sabendo que a subida é ainda só uma possibilidade mas que, a concretizar-se, será muito positiva para o concelho e a todos níveis. Certo é de que o orgulho que sentimos a cada jornada – pela garra e capacidade demonstradas em campo – já ninguém nos tira. Até para a semana!