Um clube de profissionais

José Magalhães

2020-10-22

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22-10-2020


Na sequência dos artigos que vêm sendo publicados no RVJornal, venho, com este apontamento, dar mais um ar do que tem sido o Rotary em Vizela. Eu sou um sócio, que acompanhou o nosso saudoso Domingo Vaz Pinheiro a criar o Rotary Club de Vizela, juntamente com elementos do nosso clube padrinho; o Rotary Club de Santo Tirso. Para a criação do clube, foram convidados muitos gestores de empresas, médicos, advogados, comerciantes, enfermeiros e outros profissionais, seguindo as normas de constituição de um clube rotário. Ou seja, um grupo de profissionais, tendo em conta que haja um sócio por cada atividade. Depois de obtermos a anuência de um determinado número de potenciais Companheiros, foi então criado o clube. Era o ano de 1992, que tinha como Governador um advogado de Vizela, o saudoso Companheiro Augusto Leite de Faria. Começou, então, a tarefa do Rotary, cujos Companheiros, ajudados pelas esposas, deitaram mãos a vários projetos, com pedidos junto das empresas de Vizela e, não só, para equipar a Santa Casa da Misericórdia com cobertores, lençóis, toalhas e móveis diversos. Foi criada a “Casa da Amizade”, onde foram vendidas várias peças e com a verba arrecadada foram feitas ajudas a carenciados, como Cabazes de Natal e outros, para acorrer a algumas necessidades locais. Esta casa também serviu de base para que houvesse um conjunto de pessoas que se organizaram e realizaram um peditório para a Fundação Portuguesa de Cardiologia – permitindo-me destacar a grande ajuda da minha esposa – e que rendeu um pouco mais de 590.000 escudos, uma verba ao tempo considerada muito interessante. No ano seguinte, o donativo atingiu o montante de 1.062.000 escudos. Pelo Natal de 1994, e também em anos seguintes, fizemos uma distribuição de Cabazes, no seguimento de uma Campanha de Solidariedade vizelense que pudemos levar a efeito. Mais tarde, participei na criação da AIREV, do Curso de Alfabetização e da Universidade Sénior, que são dois grandes motivos de orgulho, pela importância dos projectos, mas também por representarem soluções, em resposta a problemas detetados à época. Durante a existência do Rotary, recebemos grupos de rotários americanos, que vinham ver o que era Vizela em termos de Indústria e dar algumas dicas em termos de tecnologia, pois eram técnicos de várias áreas. Foram alojados em casas de Companheiros rotários durante a sua estada. Tivemos, também, grupos de jovens que vieram passar férias em Vizela, um de cada país. Também estes, foram alojados em casa de Companheiros. Esta visita foi ótima para os nossos jovens conviverem com colegas estudantes de outos países (ainda não havia ERASMUS). A criação do Rotary Club de Vizela, para mim, foi uma boa forma de conhecer muitos Companheiros de Vizela, numa altura importante, pois tinha vindo de Angola há poucos anos e este convívio foi a forma de conhecer imensas pessoas. Ao longo dos anos, mantive as relações, mesmo com algumas que já deixaram o Rotary, mas que deixaram boas recordações, bem como outros que se mantêm no clube, para a minha satisfação. Além disso, Rotary permitiu-me conhecer pessoas de todo o lado, pela possibilidade de visitas a outros clubes, a nível local, nacional e internacional, onde partilhei momentos agradáveis com imensos Companheiros, com o objetivo de partilha de opiniões, possíveis projetos e relacionamento com gente de valor. Nota: José Magalhães foi reconhecido pelo seu clube, no dia 23 de outubro de 2013, pelo seu mérito profissional, mas também pelos contributos dados em diversas ações sociais. “Se amanhã você quiser ser um grande profissional, comece, hoje, sendo um grande aprendiz” – Inácio Dantas, poeta e escritor.