Somos pequeninos mas conseguimos ser tão grandes!

Hélder Freitas

2020-10-15

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1 - Não quero deixar passar em claro o belíssimo arranque de campeonato das duas equipas mais representativas que acompanhamos nos relatos da Rádio Vizela; FC Vizela e Moreirense estão a fazer um início de temporada muitíssimo bom com todas as condicionantes que acarretou este começo – Vizela a jogar sempre fora de portas e Moreirense com plantel encerrado só em cima do fecho do mercado – não deixam de ter tido um princípio de época 2020-2021 notável. Se o Moreirense ainda só perdeu na Luz, o que dizer do Vizela que regressado às competições profissionais também só perdeu diante do Porto B e tudo o mais têm sido conquistas. Umas mais saborosas do que outras, mas é interessante olhar para a tabela e ver a equipa de Álvaro Pacheco num meritório 6º lugar, que ainda assim não fará justiça face ao rendimento da equipa. Este fim-de-semana há prova de fogo diante do líder Mafra (equipa que também joga bom futebol) e como sempre a equipa Rádio Vizela lá estará presente para levar até aos ouvintes todas as incidências da partida. O Moreirense tem um jogo diante de uma equipa que na minha ótica, não tem a mesma qualidade da equipa de Ricardo Soares e ainda para mais o futebol do Belenenses SAD fica muito aquém do que por exemplo produz o Moreirense. Mas o futebol é imprevisível e confesso que estou expectante para ver este Moreirense sem Fábio Abreu. Domingo saberemos ao ouvir o relato na Rádio Vizela. 2 – Aproveito para falar de uma das modalidades que mais me empolga e que tem nestas duas últimas semanas deixado os portugueses amantes da mesma em alvoroço. Falo de ciclismo e tudo isto vem à liça porque há um português “desconhecido” de nome João Almeida que anda de camisola rosa - correspondente à camisola amarela - na volta à Itália. A volta à Itália, ou o Giro, como assim apregoam, é apenas superada pela Volta à França no que ao mediatismo diz respeito. Os melhores corredores do mundo e vencedores das grandes voltas mundiais estão lá, mas tem sido João Almeida a andar à frente. É certo que é a sua primeira grande volta e a sua primeira competição de três semanas e que tem apenas 21 anos, mas também é certo que tem feito de tudo para a manter no corpo o máximo de tempo possível. Já mostrou dificuldades na média montanha, mas manteve a “malla rosa”, tem feito sprints para bonificar e anda bem no contrarrelógio. É mais do que provável que não chegue ao final como líder (também é líder da camisola branca - juventude), mas já ninguém lhe retira o feito que em circunstância alguma os melhores corredores de sempre a nível nacional alguma vez conseguiram. Nem Joaquim Agostinho, nem Acácio da Silva, nem José Azevedo ou tão pouco Rui Costa vestiu tanto tempo a camisola de líder de uma Grande Volta, sendo que os dois últimos nunca a conseguiram sequer vestir. Tudo isto para dizer que, quando menos se espera lá aparece um portuguesinho, no meio dos tubarões, a contrariar todas as expectativas e a ser melhor do que todos eles. Este orgulho que sinto, é o mesmo que um aficionado do futebol sente quando Ronaldo marca golos pela Juventus. Somos pequeninos, mas conseguimos ser tão grandes!